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Portaria SAA-46: veja cidades com menor incidência de greening em SP

Nova norma da Secretaria de Agricultura estabelece diretrizes para o manejo do HLB em pomares paulistas; confira os municípios com os menores índices

Da redação
DA REDAÇÃO

07/07/2026 • 05:30 • Atualizado em 07/07/2026 • 05:30

Secretaria lista cidades que têm o menor índice de greening no estado

Secretaria lista cidades que têm o menor índice de greening no estado

Reprodução/FAEP

O governo de São Paulo oficializou, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), a publicação da Portaria Defesa nº 46 de 2026, que dispõe sobre a classificação dos municípios paulistas quanto à incidência do HLB, popularmente conhecido como greening, a doença mais severa que ameaça a citricultura mundial. A norma regulamenta a Resolução SAA nº 32 de 2026, estabelecendo critérios rigorosos para o controle e prevenção da praga em todo o estado.

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A nova classificação fitossanitária, publicada nesta segunda-feira (6), é fundamental para orientar os produtores rurais sobre as medidas obrigatórias de erradicação e manejo em seus pomares. A partir desta definição, o estado passa a ser dividido entre localidades de baixa e alta incidência, utilizando como base os dados consolidados dos relatórios semestrais e levantamentos conduzidos pela Defesa Agropecuária.

Critérios e impacto econômico

Para a definição das faixas de incidência, a SAA considera a análise de, no mínimo, 10% das propriedades cadastradas com área cultivada de citros no município, ou, de forma alternativa, o levantamento amostral realizado pelos técnicos da Defesa Agropecuária. A classificação será revista anualmente, sempre no mês de maio, refletindo os dados do ano anterior.

Alexandre Paloschi, chefe do Departamento de Defesa Sanitária Vegetal, ressalta a importância da medida. "O objetivo é incentivar os municípios nos quais a citricultura tem impacto econômico a intensificarem junto aos produtores suas ações de controle e, sobretudo, de erradicação de plantas doentes em suas áreas de produção". A intenção é trazer maior equilíbrio ao setor, adaptando a legislação à realidade do impacto da doença no estado.

Municípios com baixa incidência de HLB

A Portaria destaca uma extensa lista de localidades paulistas que apresentam os menores índices de infestação por greening no momento. Entre as cidades que compõem o grupo de baixa incidência, destacam-se localidades como Araçatuba e Tupã, além de centenas de outros municípios. A lista completa inclui:

Adamantina, Alfredo Marcondes, Alto Alegre, Álvares Machado, Andradina, Anhumas, Aparecida d'Oeste, Araçatuba, Arco-Íris, Aspásia, Assis, Auriflama, Avanhandava, Barbosa, Bastos, Bento de Abreu, Bilac, Birigui, Borá, Braúna, Brejo Alegre, Caiabu, Caiuá, Castilho, Clementina, Coroados, Cruzália, Dirce Reis, Dolcinópolis, Dracena, Emilianópolis, Estrela do Norte, Estrela d'Oeste, Euclides da Cunha Paulista, Fernandópolis, Flora Rica, Flórida Paulista, Florínia, Gabriel Monteiro, General Salgado, Glicério, Guaraçaí, Guarani d'Oeste, Guararapes, Guzolândia, Herculândia, Iacri, Iepê, Ilha Solteira, Indiana, Indiaporã, Inúbia Paulista, Irapuru, Itapura, Jales, João Ramalho, Junqueirópolis, Lavínia, Lucélia, Luiziânia, Lutécia, Macedônia, Marabá Paulista, Maracaí, Mariápolis, Marinópolis, Martinópolis, Mesópolis, Mira Estrela, Mirandópolis, Mirante do Paranapanema, Monte Castelo, Murutinga do Sul, Nantes, Narandiba, Nova Canaã Paulista, Nova Castilho, Nova Guataporanga, Nova Independência, Osvaldo Cruz, Ouroeste, Ouro Verde, Pacaembu, Palmeira d'Oeste, Panorama, Paraguaçú Paulista, Paranapuã, Parapuã, Paulicéia, Pedrinhas Paulista, Penápolis, Pereira Barreto, Piacatu, Piquerobi, Pirapozinho, Pontalinda, Populina, Pracinha, Presidente Bernardes, Presidente Epitácio, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Quatá, Queiroz, Quintana, Rancharia, Regente Feijó, Ribeirão dos Índios, Rinópolis, Rosana, Rubiácea, Rubinéia, Sagres, Salmourão, Sandovalina, Santa Albertina, Santa Clara d'Oeste, Santa Fé do Sul, Santa Mercedes, Santana da Ponte Pensa, Santa Rita d'Oeste, Santa Salete, Santo Anastácio, Santo Antônio do Aracanguá, Santo Expedito, Santópolis do Aguapeí, São Francisco, São João das Duas Pontes, São João de Iracema, São João do Pau d'Alho, Sud Mennucci, Suzanápolis, Taciba, Tarabai, Tarumã, Teodoro Sampaio, Três Fronteiras, Tupã, Tupi Paulista, Turmalina, Urânia, Valparaíso e Vitória Brasil.

Importante ressaltar que todos os outros municípios do Estado de São Paulo que não foram citados nesta relação estão classificados automaticamente como locais de alta incidência.

Regras de erradicação e trânsito de frutas

A mudança de classificação altera diretamente o manejo exigido nas propriedades. Em municípios com alta incidência, a erradicação compulsória não é mais exigida para árvores adultas doentes, sendo a eliminação obrigatória apenas para plantas novas, de até três anos, desde que o pomar esteja sob manejo correto. Já nas áreas de baixa incidência, a erradicação permanece obrigatória para árvores de qualquer idade.

Além das medidas de campo, o transporte interestadual de plantas cítricas (Citrus spp., Fortunella spp. e Poncirus spp.) passa por novas diretrizes. Torna-se obrigatório o processamento e a escovação das frutas antes do trânsito de São Paulo para outros estados, visando eliminar vetores potenciais da doença. A Tangerina Ponkan é a única exceção à regra.