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Agricultores começam preparar propriedades para temporada seca e incêndios

Instituições e os próprios produtores rurais começam tomar decisões importantes para evitar a propagação de fogo no período mais seco do ano

Da redação
DA REDAÇÃO

08/07/2026 • 11:29 • Atualizado em 08/07/2026 • 11:29

Queimadas

Queimadas

Valter Campanato/Agência Brasil

Resumo

Com a chegada do período de seca, o Brasil volta a enfrentar o risco de uma nova temporada de incêndios em áreas rurais. Nos últimos anos, as queimadas provocaram grandes perdas ao agronegócio, além de multas aplicadas pelo Ibama a produtores que não respeitam as normas de prevenção.

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Em 2020, ano em que o país teve 30 milhões de hectares queimados — número 62% acima da média histórica —, produtores rurais relataram prejuízos incalculáveis. "Nesse incêndio, pessoas perderam porco, perderam galinha e aí é um prejuízo que eles não conseguiram nem calcular, em relações a bens materiais. E ainda tem a questão da vida", descreveu um produtor atingido pelas chamas na região de São Sebastião, no Distrito Federal. Só nessa localidade, o fogo destruiu quase 40 pequenas propriedades rurais.

O cenário se repete com a vegetação seca, principalmente o capim amarelado, que serve de combustível para o avanço do fogo. Em um dos episódios recentes, o curral de uma propriedade teve as cercas completamente queimadas, as chamas altas atingiram as copas das árvores e uma cortina de fumaça no horizonte indicava a proximidade do perigo.

Diante das dificuldades, os produtores rurais têm recorrido a tratores para tentar salvar lavouras, equipamentos e até as próprias residências. "Quando o fogo chega, se a gente tiver próximo, a gente consegue ir lá e combater ele", afirmou um agricultor sobre a reação rápida necessária no combate inicial aos focos de incêndio.

Para se prevenir, a técnica do aceiro vem sendo adotada por muitos produtores. Ela consiste na abertura de corredores de terra limpa, impedindo que o fogo se propague para outras áreas. O trabalho é realizado principalmente no início do inverno e nas margens das propriedades, ajudando também a proteger vizinhos.

Em Jataí (GO), uma das áreas mais afetadas pelas queimadas, o sindicato rural organizou uma série de ações para o enfrentamento do período seco, inclusive com o apoio de aviões. "O produtor aciona as empresas, e o avião vai até a propriedade e faz esse trabalho aí no céu", explicou um representante do setor.

Segundo estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, as perdas do agronegócio com os incêndios chegaram a quase 15 bilhões de reais em 2024.

Diante desse cenário, entidades do setor agropecuário têm se mobilizado para evitar novos prejuízos e responder às exigências do Ibama. O órgão ambiental está notificando proprietários de terras em áreas de risco e cobrando preparação para enfrentar a temporada de queimadas.

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