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Agro

Exportação de ovos do Brasil cresce 31% em janeiro e gera US$ 6,4 milhões

Japão, Emirados Árabes, Chile e México impulsionam crescimento e diversificação de mercados

2 min

12/02/2026 14:04 • Atualizado há 253 dias

Exportação de ovos do Brasil cresce 31% em janeiro e gera US$ 6,4 milhões

As exportações brasileiras de ovos, incluindo produtos in natura e processados, registraram crescimento de 30,9% em volume em janeiro, totalizando 3.076 toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em receita, os embarques somaram US$ 6,408 milhões, alta de 53,1% em relação a janeiro de 2025, quando a receita foi de US$ 4,186 milhões.

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O resultado reflete a expansão em mercados estratégicos e a retomada de destinos que apresentaram comportamento atípico no ano passado.

Entre os principais países importadores, destacam-se os Emirados Árabes Unidos, com aumento de 34% no volume (de 783 para 1.051 toneladas), o Japão, que registrou alta de 267% (de 205 para 752 toneladas), seguido pelo Chile, com avanço de 184% (de 130 para 371 toneladas), e o México, com crescimento de 65% (de 172 para 284 toneladas).

Japão e Emirados puxam crescimento e reforçam diversificação

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, afirma que os números mostram uma retomada de destinos e que mercados que tiveram comportamento atípico no ano passado, como os Estados Unidos, apresentaram desaceleração.

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Segundo ele, Ásia, Oriente Médio e América Latina recuperaram participação, enquanto o crescimento expressivo de Japão, Emirados Árabes Unidos, Chile e México indica maior diversificação, redução de concentração e mais estabilidade para o setor. Santin ressalta que o movimento reflete uma consolidação da cultura exportadora, com foco em mercados de maior valor agregado e contratos mais previsíveis.

O setor de ovos brasileiro tem investido em produtos processados e contratos de maior previsibilidade, estratégia que contribui para reduzir a dependência de poucos compradores e fortalecer a presença internacional. A expansão também é vista como reflexo da demanda crescente por alimentos de alto valor agregado e da retomada econômica em países da Ásia e Oriente Médio.

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