
OneBio, em Paulínia (SP), transforma lixo em combustível
Divulgação/Governo de SP
Resumo
Inauguração da maior planta de biometano do Brasil ocorreu em Paulínia (SP), com presença do governador Tarcísio de Freitas, reforçando a estratégia de liderança paulista na transição energética e economia circular.
Funcionamento da planta OneBio utiliza resíduos urbanos para captar biogás, purificá-lo e produzir biometano, combustível renovável capaz de abastecer mais de mil ônibus por dia e substituir gás fóssil em processos industriais.
Expansão do setor coloca São Paulo com nove plantas de biometano, metade da capacidade nacional, projeção de superar 1 milhão de m³/dia até 2028 e destaque para aterros sanitários como pilares da descarbonização urbana e incentivo à conexão via TUSD-Verde.
O Governo de São Paulo inaugurou, no último sábado (7), em Paulínia (SP), a maior planta de biometano do Brasil, unidade que transforma o lixo comum (resíduos sólidos urbanos) em combustível renovável. A cerimônia contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas e reforça a estratégia paulista de liderar a transição energética por meio da economia circular.
A nova planta, denominada OneBio, opera dentro de um Ecoparque que substituiu um antigo aterro sanitário. O processo consiste em captar o biogás gerado pela decomposição do lixo doméstico e purificá-lo até que se torne biometano, um gás com alto poder energético e baixíssima emissão de poluentes.
Potencial para abastecer mil ônibus
Com capacidade nominal de 225 mil m³/dia, a unidade sozinha responde por um terço da produção atual de São Paulo. Esse volume é suficiente para abastecer mais de mil ônibus urbanos diariamente, oferecendo uma alternativa sustentável ao óleo diesel.
O governador Tarcísio de Freitas destacou que o aproveitamento dos resíduos urbanos gera previsibilidade de preços e segurança energética. "O mundo precisa de parceiros confiáveis para gerar energia. Etanol e biometano são as nossas soluções para transformar a oferta de energia e nos blindar de choques externos", afirmou o governador.
A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, reforçou que o projeto retira o lixo do passivo ambiental e o devolve para a rede como insumo produtivo. "Daquilo que seria apenas lixo, a gente gera biogás, gera biometano e abastece a nossa indústria. É a economia circular de verdade", ressaltou.
Como o lixo vira combustível
O biometano é o resultado da purificação do biogás. No aterro, a matéria orgânica presente no lixo comum entra em decomposição, liberando gases. Na planta de Paulínia, esse gás é coletado e passa por um refino tecnológico para retirar impurezas e elevar a concentração de metano.
O produto final é quimicamente idêntico ao gás natural, mas com a vantagem de ser 100% renovável. Além de combustível para veículos pesados, o biometano de Paulínia já possui contrato para substituir o gás fóssil em processos industriais, como na fabricação de produtos de higiene em Valinhos (SP).
Liderança paulista no setor
Com a nova unidade, São Paulo chega a nove plantas de biometano em operação, concentrando metade da capacidade produtiva do Brasil. O estado projeta superar a marca de 1 milhão de m³/dia até 2028, impulsionado por incentivos como a TUSD-Verde, uma tarifa que facilita a conexão dessas usinas à rede de gás canalizado.
Um estudo da Fiesp indica que o potencial total do estado é de 6,4 milhões de m³/dia. Embora o setor sucroenergético (cana-de-açúcar) detenha a maior fatia desse potencial, o uso do lixo urbano em aterros sanitários, como o de Paulínia, é um dos pilares para a descarbonização das cidades e do transporte público.
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