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Gripe aviária não deve prejudicar exportações de frangos brasileiros

Apenas o Rio Grande do Sul, onde ocorreu a doença, deve ter prejuízo maior com a doença

Por Redação
REDAÇÃO

17/05/2025 • 11:28 • Atualizado em 17/05/2025 • 11:28

Especialista estima prejuízo de 15% nas exportações em curto prazo

Especialista estima prejuízo de 15% nas exportações em curto prazo

Reprodução/Governo do PR

As exportações brasileiras de carne de frango, ovos e subprodutos de aves não deve ser prejudicada após o registro do 1º foco de gripe aviária, em uma granja de matrizes no Rio Grande do Sul, na última quinta-feira (15). O prejuízo maior deve ser concentrado apenas para os produtores gaúchos. Apesar da restrição, é importante lembrar que o consumo de carne de aves não é arriscado para a saúde.

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O analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, pontuou que apesar da gravidade do registro, a estrutura atual dos acordos comerciais firmados pelo Brasil tem permitido uma abordagem mais flexível por parte de alguns parceiros internacionais. Países como Japão e os integrantes do Oriente Médio podem restringir temporariamente apenas o estado do Rio Grande do Sul, ou mesmo áreas específicas em que a doença foi identificada, mantendo abertas as importações de outras regiões brasileiras.

De acordo com levantamento preliminar realizado pela consultoria, em torno de 15% a 20% das exportações mensais de carne de frango devem ser impactadas por conta caso de Influenza Aviária em Montenegro, no Rio Grande do Sul.

Iglesias explicou que o Rio Grande do Sul será bastante prejudicado. Em torno de 8,37 mil toneladas são embarcadas mensalmente para os Emirados Árabes Unidos, em torno de 7,6 mil toneladas mensais são exportadas para Arabia Saudita e 2,16 mil toneladas de carne de frango são exportadas mensalmente para o Japão. “A China importa mais de 40 mil toneladas mensais, com uma fatia de mais de 10% das exportações brasileiras. Em uma primeira análise, haverá maior disponibilidade de produto no mercado doméstico, com potencial para recuo das cotações ao longo de todas as etapas da cadeia produtiva”, concluiu o analista.