Mato Grosso atingiu o melhor desempenho de sua história para o mês de janeiro nas exportações de carne bovina, com mais de 80 mil toneladas embarcadas. O volume representa uma alta de 50% em comparação ao mesmo período de 2025, consolidando a liderança do estado no setor. Os dados, divulgados pelo Instituto Mato-Grossense da Carne (Imac), apontam que a receita gerada somou 356 milhões de dólares, um crescimento de quase 70% em termos financeiros.
China impulsiona o mercado
A China seguiu como o principal parceiro comercial de Mato Grosso, sendo o destino de mais da metade das vendas totais de carne bovina do estado. O mercado asiático continua fundamental para o escoamento da produção mato-grossense, que se beneficia da alta demanda externa por proteína animal. Este recorde reafirma a capacidade produtiva e a eficiência logística da região, que consegue atender aos rigorosos padrões internacionais de qualidade.
Avanço nas exportações de feijão
Além do setor pecuário, o Brasil projeta um crescimento expressivo nas exportações de feijão para a Índia. Em 2025, os indianos foram responsáveis pela compra de cerca de 60% de todo o feijão exportado pelo país, e a expectativa atual é de que o Brasil amplie esse volume em até 40%. O movimento é impulsionado pela possível abertura do mercado indiano para o feijão guandu, uma leguminosa rústica e resistente.
O feijão guandu é um grão amplamente utilizado na alimentação humana em países tropicais e também serve como forragem para animais. Caso a abertura comercial seja confirmada, os novos embarques beneficiarão diretamente produtores do semiárido brasileiro, especialmente nos estados do Piauí, Ceará e Bahia, onde o cultivo desse grão é mais intenso devido à sua adaptação a climas secos.
Perspectivas para o agronegócio
O cenário positivo tanto para a carne bovina quanto para os grãos reforça a importância do giro de notícias do agronegócio para a economia nacional. A diversificação de mercados e a consolidação de parcerias estratégicas, como com a China e a Índia, garantem estabilidade e crescimento para o produtor rural brasileiro. Especialistas do setor destacam que a manutenção desse ritmo exportador depende de fatores climáticos e da continuidade de políticas de incentivo ao campo.
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