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Medida provisória do governo prevê subsídio bilionário aos combustíveis

Pacote anunciado custará R$ 30 bilhões e inclui auxílio financeiro para o diesel, querosene de aviação e gás de cozinha em todo o país

Da redação
DA REDAÇÃO

07/04/2026 • 09:02 • Atualizado em 07/04/2026 • 09:02

Resumo

O pacote de R$ 30 bilhões anunciado pelo governo federal prevê subsídios e isenções tributárias para conter a alta dos combustíveis, com foco em diesel, querosene de aviação e gás de cozinha, buscando garantir competitividade de produtos importados e aliviar custos do transporte e do consumo doméstico.

O diesel importado receberá subsídio de R$ 1,20 por litro, dividido entre União e estados, enquanto o diesel nacional terá aporte de R$ 0,80 por litro; a isenção de impostos federais também se estende ao querosene de aviação, e o gás de cozinha importado terá subsídio de R$ 850 por tonelada e alíquotas zeradas de PIS e Cofins.

A Medida Provisória terá impacto direto no agronegócio ao estabilizar preços de combustíveis essenciais para produção e transporte, ajudando a conter a inflação de alimentos, e precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias, podendo receber alterações durante a tramitação legislativa.

O Congresso Nacional deve analisar nos próximos dias uma Medida Provisória (MP) do governo federal que estabelece um pacote de R$ 30 bilhões para conter a alta dos combustíveis. O anúncio, realizado nesta segunda-feira, detalha uma série de subsídios e isenções tributárias que buscam garantir a competitividade de produtos importados e aliviar o custo de insumos essenciais para o transporte e o consumo doméstico.

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Detalhes do subsídio para o diesel e querosene

O setor de transporte é um dos principais focos da nova medida governamental. Segundo o anúncio, o diesel importado receberá um subsídio de R$ 1,20 por litro. Esse valor será custeado de forma dividida entre a União e os governos estaduais, visando equilibrar o preço do combustível que entra no país com o praticado internamente.

Para o diesel produzido em território nacional, o aporte anunciado é de R$ 0,80 por litro. Além do incentivo financeiro direto, o governo confirmou a isenção de impostos federais sobre o diesel e também sobre o querosene de aviação, combustível fundamental para a logística aérea e o setor de turismo.

A estratégia busca mitigar os impactos da volatilidade do mercado internacional no mercado brasileiro. No agronegócio, o diesel é o principal insumo para o escoamento da produção e para a operação de maquinários agrícolas no campo. Uma alta descontrolada reflete diretamente no custo de produção de commodities e, consequentemente, no preço final dos alimentos ao consumidor.

Incentivo ao gás de cozinha e competitividade

O pacote também traz medidas específicas para o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o popular gás de cozinha. A União passará a custear R$ 850 por tonelada de GLP importado. O objetivo central deste aporte é assegurar que o produto vindo de fora mantenha competitividade em relação ao gás de cozinha produzido nas refinarias nacionais.

Em conjunto com o subsídio por tonelada, o governo também atuará na desoneração tributária. Foram zeradas as alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre o produto. O PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) são tributos federais que compõem o preço final da energia e dos combustíveis.

A decisão de focar no gás de cozinha atende a uma demanda social urgente, uma vez que o item é considerado essencial para as famílias brasileiras. O impacto da medida no orçamento público, somado às intervenções no diesel, totaliza o montante de R$ 30 bilhões que agora passará pelo crivo dos parlamentares na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Impacto no agronegócio e próximos passos

A análise da Medida Provisória pelo Congresso Nacional é aguardada com expectativa pelo setor produtivo. Para o agronegócio, a estabilidade nos preços dos combustíveis é determinante para o planejamento da safra e para a logística de transporte rodoviário, que movimenta a maior parte da safra brasileira até os portos.

Economistas do setor apontam que a redução de custos no transporte ajuda a conter a inflação de alimentos. Quando o custo do frete diminui ou para de subir, o produtor rural consegue manter margens mais sustentáveis, evitando o repasse imediato de custos para as prateleiras dos supermercados.

A MP entra em vigor imediatamente após sua publicação, mas precisa da aprovação do Legislativo em até 120 dias para não perder a validade. Durante esse período, o Congresso pode sugerir alterações no texto original ou modificar a origem dos recursos destinados ao custeio do pacote de R$ 30 bilhões.