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O mercado paulista de açúcar cristal mantém um ritmo lento de negociações neste final de maio de 2026. De acordo com informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a comercialização no mercado spot — onde a mercadoria é vendida para pronta entrega — continua com baixa liquidez.
A principal causa dessa desaceleração é a postura dos compradores. Os agentes que atuam na ponta da demanda estão retraídos, aguardando novas quedas nos preços antes de efetivarem a compra de novos lotes.
Projeções e influência do etanol
Pesquisadores do Cepea apontam que o cenário atual é reflexo da expectativa de uma oferta farta ao longo do ciclo vigente. No entanto, o mercado está atento a fatores que podem restringir a disponibilidade de açúcar a curto prazo.
Projeções recentes indicam um possível recuo no ATR (Açúcar Total Recuperável) médio — indicador que mede a qualidade da matéria-prima — e um mix de produção das usinas mais direcionado para a fabricação de etanol. Essa mudança de estratégia na produção pode limitar a quantidade de açúcar disponível para o mercado imediato, apesar da safra abundante.
Mercado internacional em atenção
O cenário externo também traz reflexos para os preços domésticos. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures), os contratos de açúcar demerara perderam força durante a última semana.
Segundo análises de mercado, essa desvalorização internacional está associada ao avanço das exportações de açúcar pela Tailândia nos primeiros quatro meses de 2026, o que pressionou as cotações globais da commodity. O Brasil, maior produtor e exportador mundial, monitora de perto essas variações para alinhar sua competitividade nas exportações.

