Paraná é o estado que mais produz carne de frango no Brasil
Boletim da Sociedade Rural do Paraná aponta faturamento de R$ 35,5 bilhões no setor e recorde nas vendas de carne de frango ao exterior

A avicultura no Paraná consolida a posição de principal polo produtor do Brasil ao responder por 35% de todo o abate nacional de frangos. O levantamento consta no novo relatório do Observatório de Indicadores da Sociedade Rural do Paraná (SRP) e confirma a vantagem do Estado sobre os demais polos do País na produção de carne de frango.
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O levantamento reúne estatísticas de órgãos oficiais e institutos de pesquisa, como IBGE, Deral/Seab-PR, Cepea, ABPA, Secex, Embrapa Suínos e Aves e o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Ao todo, o território paranaense abate aproximadamente 598 milhões de aves. O resultado gerou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 35,5 bilhões, indicador que mede o faturamento total da atividade dentro da porteira. Com essa marca, a proteína animal fica atrás apenas da soja na economia agrícola local.
O agronegócio estadual também comanda os embarques internacionais do setor. Cerca de 40% de toda a carne de frango que o Brasil vende ao mercado externo sai de plantas frigoríficas paranaenses.
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Desafios de custo e gestão
O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Ilson Romanelli, avalia que o avanço produtivo precisa caminhar alinhado à eficiência econômica e sanitária. "O Paraná construiu uma posição muito sólida na avicultura nacional e internacional, mas liderança precisa ser acompanhada de competitividade. Produzir mais é importante, porém precisamos olhar também para custos, eficiência, sanidade, acesso a mercados e segurança para quem está na atividade. É esse equilíbrio que permitirá ao Estado continuar avançando", afirma o dirigente.
O momento do comércio global favorece o setor. No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras de carne de frango somam 2,936 milhões de toneladas, o maior volume da série histórica. Em junho, os produtores paranaenses embarcam 199,3 mil toneladas para fora do País, salto de 48,2% em comparação ao mesmo período de 2025.
Apesar do faturamento elevado e da procura externa, os avicultores enfrentam pressões operacionais. Embora as cotações do frango vivo apresentem recuperação ao longo de 2026, as despesas com ração e insumos seguem altas. A competitividade do produto frente à carne suína também recua no mercado interno.
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A coordenadora do Observatório de Indicadores da SRP, Tatiana Fiuza, ressalta a necessidade de planejar a gestão para proteger a rentabilidade. "Os indicadores mostram uma cadeia extremamente forte, mas os recordes de produção não eliminam a necessidade de uma gestão eficiente dentro da porteira. Em momentos de custos elevados e maior volatilidade dos preços, acompanhar indicadores passa a ser tão importante quanto produzir", pontua a pesquisadora.
O estudo conclui que a diversificação dos compradores internacionais garante sustentação aos frigoríficos brasileiros. O Oriente Médio permanece como principal destino comercial das cargas, enquanto o Paraná mantém a dianteira em volume de rebanho, abates e receita cambial
