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Peste Suína Africana é mortal para porcos, javalis e javaporcos; saiba se é ameaça aos humanos

Doença viral é contagiosa entre os animais, mas inofensiva para os seres humanos

Por Redação
REDAÇÃO

25/09/2025 • 14:54 • Atualizado em 25/09/2025 • 14:54

Javalis também podem contrair Peste Suína Afrcana (PSA)

Javalis também podem contrair Peste Suína Afrcana (PSA)

Reprodução/Pxhere

A Peste Suína Africana (PSA), uma doença viral, pode ser mortal para suínos, javalis e javaporco, animal resultante do cruzamento de suínos e javalis. A doença provocou o abate obrigatório de 12 mil suínos na Croácia, nesta semana e o governo local culpou caçadores e criadores que comercializam carnes sem registro. O foco acendeu um alerta nas autoridades sanitárias de todos os países da Europa e Ásia, locais onde a PSA já dizimou populações inteiras destes animais. Quando ela ocorre, o abate de todos os animais da propriedade é obrigatório.

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Apesar de ser altamente letal para os animais como suínos, javalis e javaporcos, a Peste Suína Africana (PSA) não é uma zoonose, ou seja, não é transmitida aos humanos. Saiba tudo sobre a Peste Suína Africana (PSA):

O que é Peste Suína Africana?

A peste suína africana (PSA) é uma doença altamente contagiosa que afeta os suínos domésticos e selvagens, como javalis e javaporcos. Apesar de não representar um perigo para a saúde humana, é devastadora para a economia agropecuária. Não existe vacina contra a PSA.

Quais são os sintomas da Peste Suína Africana?

De acordo com o Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura (Mapa), há três formas da doença, com diferentes sintomas, mas todas são letais.

  • Forma hiperaguda: mortalidade súbita, podendo não haver a manifestação de sinais clínicos, como febre alta (40,5 a 42°C) e extremidades cianóticas, e a mortalidade que pode chegar a 100% dos animais afetados.
  • Formas aguda e subaguda: febre (40,5 a 42°C), anorexia, letargia, animais amontoados, conjuntivite, vômito, diarreia inicialmente mucoide, evoluindo para diarreia sanguinolenta, extremidades cianóticas, lesões hemorrágicas na pele, dispneia, abortos, paresia de membros posteriores, ataxia, convulsão e a morte pode ocorrer de 7 a 10 dias após o início dos sinais clínicos. As taxa de mortalidade podem variar de 30 a 100%.
  • Forma crônica: perda de peso, febre (40,5 a 42°C), necrose ou úlceras na pele, artrite, pericardite e sinais clínicos respiratórios. A evolução dos sinais clínicos é lenta, de 2 a 15 meses, e as taxas de mortalidade são baixas. Exame post mortem: lesões hemorrágicas em múltiplos órgãos, esplenomegalia congestiva, edema mesentérico no cólon adjacente à vesícula biliar e aumento de linfonodos.

Como a Peste Suína Africana é transmitida?

O vírus pode ser transmitido pelas vias direta, principalmente por contato oronasal entre os animais, aerossóis, secreções, excreções, sangue e sêmen, ou indireta como pela água, alimentos, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais, veículos, vestuários, produtos e alimentos de origem animal.

O Brasil tem casos de Peste Suína Africana?

Não, a doença não circula no Brasil atualmente. No entanto, em Pernambuco, no ano de 1978 houve um surto de PSA no Brasil, que durou até 1981. Em 1984, o governo federal anunciou a erradicação da doença.

Qual a diferença entre a Peste Suína Africana (PSA) e a Peste Suína Clássica (PSC)?

A Peste Suína Africana (PSA) e a Peste Suína Clássica (PSC) são doenças virais devastadoras para suínos, mas diferem principalmente no tipo de vírus que as causa: a PSA é provocada por um vírus de DNA fita dupla da família Asfarviridae, enquanto a PSC é causada por um vírus de RNA da família Flaviviridae. O Brasil ainda tem casos de PSC, que também é letal para os suínos, javalis e javaporcos, mas não é zoonose.