
Peru assado com farofa e frutas é tradição no Natal brasileiro
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Resumo
Setor avícola brasileiro apresenta forte concentração na produção e comercialização de carne de peru durante festas de final de ano, com Santa Catarina como principal centro e destaque para exportações globais.
Planejamento nas granjas e agroindústrias inicia até 12 meses antes da comercialização, exigindo manejo especializado, vigilância sanitária rigorosa contra gripe aviária e foco nos mercados europeu, asiático e do Oriente Médio.
Modelo integrado entre agroindústrias e produtores rurais, aliado à tecnologia e genética avançada, garante alta produtividade, qualidade dos produtos e busca expansão do consumo e de novos mercados ao longo do ano.
A produção brasileira de carne de peru é marcada por sua forte concentração no período de festas de final de ano (sazonalidade) e uma significativa vocação para a exportação. O país se destaca como um dos maiores produtores e exportadores globais, sendo o estado de Santa Catarina o principal centro produtor.
A carne de peru é consumida no Brasil, mas seu volume é menor em comparação com o frango ou a carne bovina. O consumo é historicamente impulsionado pela tradição do Natal e do Ano Novo, períodos nos quais o produto ganha destaque nas gôndolas e mesas.
Sazonalidade: Cerca de 80% do volume da carne de peru é comercializado nos meses de novembro e dezembro, com a indústria se preparando anualmente para atender essa forte demanda concentrada.
Concentração Geográfica: A maior parte da produção nacional está concentrada em Santa Catarina, que possui um sistema integrado e parques industriais voltados para a avicultura.
Peru o ano todo
O Brasil é um player importante no comércio internacional de carne de peru. A qualidade sanitária, o rigor nos processos de produção e a diversidade de produtos (cortes e embutidos) garantem o acesso a mercados exigentes. Para garantir que o peru tradicional da mesa brasileira chegue ao varejo com qualidade e segurança, o planejamento nas granjas e nas agroindústrias começa de 10 a 12 meses antes.
O peru tem um ciclo produtivo mais longo do que o frango, cerca de 125 dias, e exige um manejo especializado. Isso significa que os lotes que estarão nos supermercados em dezembro começaram a ser preparados ainda no primeiro semestre, com atenção redobrada à nutrição, biosseguridade, saúde e ambiência dos plantéis.
Exportações: O país ocupa o posto de segundo maior exportador mundial da proteína.
Destinos: Os principais importadores da carne brasileira são países da União Europeia, que valorizam a qualidade da carne, além de destinos na Ásia e no Oriente Médio.
O setor de avicultura opera sob vigilância constante para garantir o status sanitário do rebanho.
Um dos maiores riscos globais é a gripe aviária. O Brasil é reconhecido por manter um sistema robusto de vigilância, o que se traduz em confiança e abertura de mercados. A manutenção desse status é sine qua non (condição indispensável) para a continuidade das exportações, especialmente para a União Europeia, que possui regulamentações rigorosas.
Integração e Tecnologia na Avicultura
A produção de peru no Brasil segue um modelo de integração entre a agroindústria e os produtores rurais. Esse sistema otimiza toda a cadeia, desde a criação das aves (garantindo o fornecimento de ração de alta qualidade) até o abate e o processamento.
A eficiência tecnológica e a genética aprimorada dos animais contribuem para a alta produtividade do setor.
O setor acompanha de perto as tendências de consumo, buscando expandir a demanda fora do pico sazonal e explorar novos mercados.
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