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Agro

Rastreabilidade de gado na Amazônia muda em 2027; entenda as novas regras

Medida do MPF mira fornecedores indiretos contra o desmatamento ilegal e estende prazo de transição para o setor produtivo

3 min

25/08/2026 12:14 • Atualizado há 60 dias

Rastreabilidade de gado na Amazônia muda em 2027; entenda as novas regras

O Ministério Público Federal (MPF) define uma nova regra para ampliar o controle sobre a origem do gado criado na Amazônia a partir de 2027. A determinação estabelece o monitoramento integral da cadeia pecuária com a finalidade de aumentar a rastreabilidade e impedir a comercialização de bovinos associados ao desmatamento ilegal no país.

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Com a exigência, o sistema de fiscalização passa a incluir os fornecedores indiretos, que são os produtores responsáveis pelas etapas iniciais do ciclo da pecuária, como a reprodução e a recria dos bezerros, que posteriormente são vendidos para fazendas de engorda antes do abate.

O setor produtivo manifesta preocupação com o modelo adotado. A principal queixa de pecuaristas e entidades rurais envolve o risco de punição de produtores por eventuais inconformidades ambientais ocorridas em elos anteriores da cadeia, fora de sua gestão direta.

Para garantir que a cadeia produtiva e a indústria frigorífica disponham de tempo hábil de adaptação técnica e operacional, o início da nova fase de fiscalização foi adiado em seis meses pelo órgão federal.

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O Ministério Público Federal afirma que o acompanhamento de todas as fases da criação animal é indispensável para eliminar brechas no comércio da carne. Sem o controle dos fornecedores indiretos, animais criados em propriedades com irregularidades poderiam ingressar em fazendas regulares nas etapas finais.

A medida demanda a integração de cadastros e guias de transporte animal entre os Estados. O objetivo é assegurar transparência sobre a rota dos lotes até o consumidor final, atendendo a critérios de preservação ambiental e exigências do mercado nacional e externo.

Além das exigências regulatórias, o cenário do emprego no agronegócio registrou mudanças no início do ano. No primeiro trimestre, a participação do setor no total da população ocupada no Brasil atingiu o menor índice para o período desde 2012.

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Entre janeiro e março, as atividades agropecuárias responderam por 20,5% dos trabalhadores ocupados no país. O contingente totalizou 27,79 milhões de pessoas trabalhando no agro, o que representa uma retração de 1% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

O levantamento é uma realização conjunta do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A redução do número total de postos de trabalho foi provocada pelas retrações na agroindústria e no segmento de agroserviços, setor que engloba armazenagem, transporte e logística de insumos e produtos agrícolas.

Na contramão do recuo industrial e de serviços, o segmento primário — que engloba as atividades agrícolas e pecuárias desenvolvidas diretamente nas fazendas ("dentro da porteira") — registrou alta de 2,5% no número de trabalhadores.

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O desempenho positivo no campo demonstra a manutenção da demanda por mão de obra na lida diária da pecuária e da agricultura, sustentando a atividade produtiva básica em meio ao ajuste nos outros elos da cadeia.

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