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Setor pet deve faturar R$ 77,2 bilhões em 2025

Rações para animais de estimação são feitas com produtos do agro como soja, milho, óleos e proteínas de origem animal

Por Redação
REDAÇÃO

24/09/2025 • 13:32 • Atualizado em 24/09/2025 • 13:32

Setor pet continua em alta no Brasil, apesar dos desafios econômicos

Setor pet continua em alta no Brasil, apesar dos desafios econômicos

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Resumo

Faturamento do setor pet é projetado para alcançar R$ 77,2 bilhões em 2025, segundo Abinpet e Instituto Pet Brasil. Crescimento previsto para o ano é de 2,42%, uma queda em relação à previsão anterior de 3,5%. Em 2024, o setor já havia experimentado uma desaceleração, crescendo apenas 9,6%.

Desafios econômicos impactam o setor pet, incluindo inflação, câmbio e desaceleração do consumo. O dólar alto afeta o custo de ingredientes básicos para pet food, como farelo de soja e milho. Caio Villela, presidente do Instituto Pet Brasil, menciona a alta tributação como um dos fatores que pesam sobre o setor.

Vendas de alimentos industrializados para pets lideram o faturamento do setor, previstas para atingir R$ 40,82 bilhões em 2025. Pequenos e médios pet shops representam quase metade do movimento do varejo, enquanto clínicas e hospitais veterinários e mega stores pet seguem como importantes contribuintes para o faturamento total.

O setor pet deve chegar a um faturamento de R$ 77,2 bilhões em 2025, com base nas projeções mais recentes da Abinpet e do Instituto Pet Brasil. O cálculo considera os números coletados até o final do 1º semestre deste ano. O crescimento em relação a 2024 é de 2,42%, uma revisão para baixo desde a projeção com base no 1º trimestre, e que apontava crescimento de 3,5%. Em 2024, o setor já havia alertado para a estagnação, quando cresceu 9,6% em relação ao ano anterior, não chegando aos dois dígitos pela primeira vez desde 2019, ainda antes do início da pandemia de covid-19.

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As entidades avaliam que, junto da inflação, câmbio e desaceleração do consumo são influências negativas. No caso do câmbio, o valor do dólar influencia no preço de ingredientes básicos de produtos como o pet food. “O setor pet segue sólido, mas os resultados projetados para 2025 refletem os desafios econômicos e o peso da alta tributação sobre os produtos e serviços do setor”, comenta Caio Villela, presidente do Instituto Pet Brasil.

Os ingredientes básicos das rações são o farelo de soja, milho, óleos e vísceras. No entanto, os produtos para as rações tipo premium incluem carnes bovinas, de frango e suínas de primeira linha.

A venda de alimentos industrializados para animais de estimação tem previsão de encerrar 2025 com R$ 40,82 bilhões (52,9% do total do setor). Em seguida, vem a venda de animais por criadores, representando R$ 8,5 bilhões, ou 11% do faturamento do mercado. Logo depois, os produtos veterinários (pet vet) representam R$ 8,2 bilhões, ou 10,6% do total do faturamento do setor. Serviços veterinários são o quarto maior segmento em faturamento, com R$ 8,1 bilhões (10,6%).

Os pet shops pequenos e médios permanecem como quase metade de todo movimento do varejo. O 1º semestre indica que esse setor movimentará R$ 37,12 bilhões. Em segundo lugar estão as clínicas e hospitais veterinários, que representam cerca de 17,5% do faturamento (R$ 13,5 bilhões). Completando o pódio, as cadeias de mega stores pet tem uma fatia de 9,6%, faturando R$ 7,4 bilhões.