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Inverno 2026: El Niño traz calor acima da média e chuvas fortes ao Sul

Inverno começa no dia 21 de junho com temperaturas acima da média e alerta para temporais no Sul e seca no Norte

Da redação
DA REDAÇÃO

16/06/2026 • 15:21 • Atualizado em 16/06/2026 • 16:38

Inverno chega no próximo domingo no Hemisfério Sul

Inverno chega no próximo domingo no Hemisfério Sul

Reprodução

O inverno de 2026 começa oficialmente no Brasil no próximo dia 21 de junho, às 05h24 (horário de Brasília). Marcada pelo início do solstício na metade sul do planeta, a nova estação deve apresentar uma dinâmica climática bem diferente dos anos anteriores. A principal força motriz dessa mudança é o rápido avanço do fenômeno El Niño, que ganha força justamente ao longo do trimestre invernal e promete alterar o regime de chuvas e temperaturas em todo o país.

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Diferente do padrão de frio rigoroso e prolongado, os meteorologistas apontam para uma estação com termômetros acima da média histórica na maior parte do território nacional. Embora a transição em junho ainda possa registrar a passagem de massas de ar polar pontuais, a tendência é que os bloqueios atmosféricos ganhem terreno a partir de julho, impedindo o avanço do frio em direção ao interior do Brasil.

Os impactos do El Niño região por região

O El Niño é representado pelo aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial e muda a circulação dos ventos, gerando impactos distintos em diferentes regiões do país.

Sul: Será a região mais afetada pela instabilidade. O El Niño estimula a formação de frentes frias e sistemas de baixa pressão, resultando em chuvas frequentes, volumosas e bem acima da média. Embora o Sul ainda registre dias frios, a alta umidade e a persistência de nuvens reduzem a chance de geadas severas e prolongadas.

Sudeste e Centro-Oeste: O inverno já é tradicionalmente seco nessas áreas, mas o fenômeno deve intensificar a estiagem. O bloqueio atmosférico vai favorecer dias seguidos de céu limpo, baixa umidade e episódios de calor fora de época — os chamados veranicos. As temperaturas máximas tendem a ficar significativamente mais altas do que o habitual para os meses de julho e agosto.

Norte e Nordeste: O cenário é de alerta para o agravamento da seca. O El Niño inibe a formação de nebulosidade nessas regiões, prolongando o período sem chuva e elevando os termômetros. A combinação de calor intenso e falta de precipitação acende o sinal vermelho para o risco de queimadas na Amazônia e no Matopiba.

O que esperar da transição para a Primavera

O inverno se estende até o dia 22 de setembro de 2026. Até lá, a probabilidade de consolidação do El Niño atinge patamares superiores a 80%. Isso significa que a transição para a primavera deve carregar os reflexos do fenômeno, mantendo o padrão de chuvas fortes na retaguarda do país e atrasando a regularização da umidade na faixa central do Brasil.

Para os setores de energia, logística e abastecimento urbano, o monitoramento dos índices de umidade do ar e do volume de chuva nas principais bacias hidrográficas será o grande desafio do período.