Petróleo e agricultura brasileira impulsionam economia da Guiana
Descoberta de reservas de óleo e investimentos de produtores rurais de Roraima transformam nação, que já registra alta renda per capita

A Guiana, país que faz fronteira com o estado de Roraima, vive um processo de transformação econômica acelerado. De uma das nações mais pobres do planeta, o país alcançou o topo dos rankings de riqueza nos últimos anos.
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O principal motor dessa mudança foi a descoberta de petróleo na costa guianense em 2015, somada à chegada estratégica de produtores rurais brasileiros que investem na região.
O crescimento é evidenciado pelos números: em um período de apenas cinco anos, o Produto Interno Bruto (PIB) saltou de 5 bilhões de dólares para mais de 24 bilhões de dólares. A renda per capita acompanhou a evolução, subindo de 6 mil dólares para mais de 90 mil dólares. Atualmente, estima-se que a Guiana possua reservas de 12 bilhões de barris de petróleo, ocupando a 17ª posição entre os maiores produtores mundiais.
Integração logística e agrícola
Uma expedição conduzida pela Associação dos Produtores de Soja de Roraima visitou Georgetown, capital da Guiana, para estreitar laços e avaliar as oportunidades no setor agrícola. O ministro da agricultura da Guiana, Zukfar Mustafá, reforçou o interesse do país em abrir as portas para a agricultura brasileira, prometendo agilidade nos processos e redução da burocracia.
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Um dos projetos centrais para essa integração é a pavimentação da rodovia que liga Roraima ao Porto de Georgetown. A obra, prevista para ser concluída até 2030, criará uma nova rota para o escoamento de grãos brasileiros. Atualmente, mais da metade do trajeto entre os dois países ainda é de estrada de terra, enfrentando desafios com poeira e lama conforme a estação.
Desafios do desenvolvimento acelerado
Apesar dos indicadores econômicos robustos, a Guiana ainda enfrenta gargalos estruturais. Em Georgetown, o saneamento básico é um dos problemas visíveis; em frente a monumentos nacionais, como a Catedral de San George — considerada a igreja de madeira mais alta do mundo —, o esgoto ainda corre a céu aberto.
Para mitigar as desigualdades e distribuir a riqueza vinda do petróleo, o governo guianense adotou medidas diretas de auxílio. No ano passado, todos os cidadãos com mais de 18 anos receberam um auxílio de 2.500 reais.
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O mercado de trabalho também está aquecido, com obras de infraestrutura e rodovias por todo o país, elevando o salário mínimo local para o patamar de 2.000 reais.
