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Agro

Queijo artesanal mineiro ganha regulamentação e permissão de venda nacional

Produção do Vale do Suaçuí, conhecida como "parmesão mineiro", é oficializada pelo governo de MG para expandir comércio no país

2 min

08/04/2026 10:19 • Atualizado há 200 dias

Queijo artesanal mineiro ganha regulamentação e permissão de venda nacional

O governo de Minas Gerais oficializou a regulamentação do queijo artesanal do Vale do Suaçuí, tradicionalmente conhecido no setor como o "parmesão mineiro". A medida, anunciada nesta semana, reconhece uma tradição produtiva de mais de 50 anos na região leste do estado e estabelece padrões de identidade e qualidade para o produto.

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Com a nova norma, o queijo artesanal da região passa a ter uma receita padronizada e autorização para ser comercializado legalmente em todo o território nacional. A decisão impacta diretamente cerca de 200 famílias de produtores rurais e mais de 60 agroindústrias que dependem dessa atividade econômica para o sustento e desenvolvimento regional.

O diferencial da técnica de massa cozida

O queijo do Vale do Suaçuí diferencia-se de outras variedades mineiras, como o Canastra ou o Serro, devido ao seu processo de fabricação. O diferencial está na utilização da massa cozida, uma técnica que garante maior durabilidade ao alimento e confere características sensoriais muito próximas ao parmesão tradicional.

A regulamentação assegura que esse método histórico seja preservado, mas agora sob vigilância sanitária rigorosa. Para o produtor, o selo de regulamentação significa a saída da informalidade e a possibilidade de acessar grandes mercados consumidores e redes de varejo fora das divisas de Minas Gerais.

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Impacto econômico para o produtor rural

Para o agronegócio mineiro, a medida fortalece a agregação de valor aos produtos da "porteira para dentro". Em vez de vender apenas o leite in natura, o pequeno produtor transforma a matéria-prima em um item de alto valor gastronômico e cultural, aumentando a margem de lucro da propriedade.

Segundo especialistas do setor, a padronização é o primeiro passo para que o Vale do Suaçuí busque, futuramente, selos de Indicação Geográfica (IG). Esse tipo de certificação internacional valoriza ainda mais o produto no mercado externo, protegendo a origem e garantindo a exclusividade da denominação.

Tecnologia e tradição na Tecnoshow Comigo

Enquanto o setor artesanal comemora avanços regulatórios, o agronegócio de larga escala se reúne na Tecnoshow Comigo 2026, em Rio Verde (GO). A feira, que segue até sexta-feira, espera movimentar cerca de R$ 10 bilhões em negócios, unindo justamente a força da produção tradicional com as novas tecnologias de campo.

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O evento conta com mais de 700 expositores e foca em soluções que ajudam desde a produção de grãos até a pecuária leiteira, base da produção dos queijos artesanais. A integração entre inovação tecnológica e regulamentação jurídica é vista por analistas como o pilar para manter o Brasil competitivo no cenário agropecuário global em 2026.

Queijo artesanal mineiro ganha regulamentação e permissão de venda nacional