Safra de maçã brasileira bate recorde histórico com 1,6 milhão de toneladas
A safra de maçã no Brasil alcançou a marca histórica de aproximadamente 1,6 milhão de toneladas colhidas no ciclo 2025/26, consolidando o maior volume já

A safra de maçã no Brasil alcançou a marca histórica de aproximadamente 1,6 milhão de toneladas colhidas no ciclo 2025/26, consolidando o maior volume já registrado na pomicultura nacional. O balanço oficial partiu da Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM).
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O montante colhido representa quase o dobro do desempenho observado nos dois ciclos imediatamente anteriores, quando a colheita nacional girou em torno de 850 mil toneladas por período produtivo. Além disso, o resultado superou com folga a antiga marca recorde do setor, obtida em 2017, época em que a produção brasileira atingiu 1,3 milhão de toneladas da fruta.
Na avaliação do setor produtivo, a combinação de dias de clima favorável com o controle sanitário rigoroso nas lavouras garantiu o salto produtivo nos pomares brasileiros. A ausência de intempéries severas viabilizou o pleno desenvolvimento das macieiras ao longo de todo o ciclo vegetativo.
Região Sul concentra produção nos pomares
A Região Sul concentrou praticamente a totalidade da colheita nacional, amparada por condições meteorológicas propícias e baixa incidência de doenças foliares e de frutos durante as fases de floração e frutificação. Os três Estados sulistas responderam por mais de 99% das maçãs recolhidas no território brasileiro.
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Santa Catarina manteve a liderança isolada em volume entre as unidades da Federação. O Estado colheu cerca de 830 mil toneladas, número que equivale a aproximadamente 52% de toda a área cultivada com a fruta no país.
Em seguida, os pomares do Rio Grande do Sul geraram aproximadamente 710 mil toneladas da fruta. O montante garantiu aos produtores gaúchos a fatia de 44,4% de toda a maçã colhida no ciclo nacional.
No Paraná, a colheita somou cerca de 50 mil toneladas, correspondendo a 3% do total da área produtiva brasileira. As áreas cultivadas nos Estados de São Paulo e Minas Gerais responderam pela parcela restante da produção brasileira de maçã.
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Oferta ampla reduz preços no mercado interno
O expressivo salto na produtividade dos pomares alterou o ritmo de comercialização no mercado interno. Com a maior entrada de produtos nos entrepostos e armazéns gerais, as centrais de abastecimento registraram ampla oferta e regularidade na distribuição da fruta de janeiro a dezembro.
O volume elevado provocou um movimento de desvalorização nas cotações no atacado e no varejo. O reflexo direto desse cenário foi o barateamento da maçã nas gôndolas dos supermercados e feiras livres, aliviando o orçamento doméstico do consumidor brasileiro.
As variedades Gala e Fuji, que formam a base da preferência nacional de consumo, puxaram a queda nas cotações. A variedade Gala tem perfil mais doce, colheita precoce e polpa macia, enquanto a Fuji se destaca pela acidez equilibrada, maior firmeza e conservação pós-colheita em câmaras frias.
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A ampliação do abastecimento interno também permitiu aos pomicultores atender programas institucionais de merenda e fortalecer o fluxo de exportação para novos mercados consumidores na América do Sul e na Ásia.
