Segurança alimentar depende do trabalho no campo, afirma Antonio Cabrera
O Dia Mundial da Alimentação, celebrado nesta segunda-feira (16), mobiliza debates em escala global sobre o combate à fome e a relevância estratégica da

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O Dia Mundial da Alimentação, celebrado nesta segunda-feira (16), mobiliza debates em escala global sobre o combate à fome e a relevância estratégica da produção agrícola. A data assinala a criação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
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Em entrevista ao AgroBand, o ex-ministro da Agricultura e colunista da BandNews TV, Antonio Cabrera, analisou o papel do setor agropecuário e afirmou que a missão de alimentar o planeta ultrapassa a entrega de calorias e proteínas. Ele pontuou que as refeições tradicionais preservam a identidade social e carregam significados afetivos que nenhuma formulação industrial substitui plenamente.
O significado da alimentação além dos nutrientes
Para ilustrar o impacto das refeições no comportamento humano, Cabrera citou o exemplo de uma jornalista britânica: ela decidiu trocar a comida convencional por um composto alimentar balanceado em nutrientes.
Segundo Cabrera, mesmo ingerindo todos os elementos necessários para a saciedade física, a profissional continuava sentindo falta do alimento sólido e tradicional. "Comer é muito mais do que ingerir nutrientes", declarou o ex-ministro. Ele destacou que itens fundamentais da mesa do consumidor — como pão, manteiga, bolos e frutas — reúnem memórias, sabores, aromas e convivência em família. "Tirar uma refeição é tirar tudo isso, e tudo começa lá no campo", afirmou.
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O papel do campo e a segurança alimentar
A preservação desses costumes alimentares depende diretamente de quem trabalha da porteira para dentro. Cabrera enfatizou a presença dos produtores agrícolas em cada refeição servida no país.
"Por trás desse pão você tem um produtor de trigo. Por trás dessa manteiga, você tem um produtor de leite. Por trás deste ovo, mais de 300 ovos, como o Sebastião", exemplificou o ex-ministro ao vincular o consumo diário à rotina rural.
A referência ao volume de ovos dialoga com levantamentos recentes do setor avícola nacional, que projetam marcas históricas de consumo per capita no Brasil. Esse panorama confirma a capacidade do agricultor e do pecuarista de garantir o abastecimento interno com preços acessíveis e proteínas acessíveis.
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Na avaliação de Cabrera, a agropecuária sustenta a segurança alimentar ao aliar eficiência produtiva e conexão humana. "O agro produz alimentos que nutrem o corpo, preservam a nossa cultura e aproximam as pessoas", ressaltou.
Diante dos desafios globais de combate à desnutrição, a data serve como um chamado permanente para reconhecer o esforço dos trabalhadores do campo, cuja atividade garante o alimento diário e mantém vivas as raízes sociais do país.
