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'Arrisquei minha carreira para viver uma paixão proibida no trabalho'

Uma regra da empresa proibia o relacionamento entre funcionários, mas Amanda e Leonardo decidiram arriscar tudo para viver essa paixão; veja no Quem Ama Não Esquece

Da redação
DA REDAÇÃO

03/10/2025 • 10:33 • Atualizado em 03/10/2025 • 10:33

Amanda e Leonardo

Amanda e Leonardo

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Amanda viu seu futuro profissional entrar em conflito com um sentimento inesperado por Leonardo, seu colega de trabalho. Eles se viram diante de uma escolha: a carreira ou o amor. Leia o relato completo no Quem Ama Não Esquece, da Band FM, desta sexta-feira (3).

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Viver um amor de verdade exige coragem. Porque, em alguns momentos da vida, a felicidade só acontece quando a gente tem a ousadia de quebrar as regras.

Eu tinha acabado de terminar o ensino médio, tinha 18 anos e a única coisa que passava pela minha cabeça era aproveitar a vida. Eu saía quase todos os dias com as minhas amigas, me sentia livre, leve, feliz e não queria saber de relacionamentos nem me prender a ninguém. O único plano que eu carregava comigo era arrumar um emprego para começar a crescer.

Depois de semanas enviando currículos, apareceu uma vaga de jovem aprendiz. Eu não pensei duas vezes e me inscrevi. Era a chance de ganhar experiência e, quem sabe, até conseguir uma efetivação. Quando recebi a notícia de que tinha passado logo na primeira entrevista, eu nem conseguia acreditar. A felicidade tomou conta de mim, porque aquela oportunidade parecia abrir o caminho certo e parecia que, finalmente, os meus planos estavam começando a acontecer.

Eu nunca fui do tipo que chega a um lugar já fazendo amizade de cara. Primeiro, eu gosto de observar mais, entender como tudo funciona, sentir o ambiente e, só depois, se alguém me dá abertura, é que eu vou me aproximando. Eu sempre fui mais reservada, sabe? Mas na empresa, desde o primeiro dia, fui muito bem recebida por todo mundo. O clima lá era muito bom, as pessoas eram legais… parecia que não tinha como nada dar errado. Pelo menos, era o que eu pensava.

Uma das pessoas que mais me chamou a atenção logo que eu cheguei foi o Leonardo. Ele chegou cheio de sorrisos, puxou assunto, quis saber quem eu era, o que eu sabia fazer, até perguntou sobre a minha família. Tudo para quebrar o gelo.

— Tudo bem? Muito prazer, eu sou o Leonardo.

— Ah, prazer. Oi...

— Você é a nova contratada, né? Qual é o seu nome?

— Amanda.

— Legal, seja bem-vinda. O que você vai fazer por aqui?

— Eu sou jovem aprendiz... Por enquanto.

— Gostei da resposta. É isso mesmo! Tem que entrar já com vontade de crescer. Qualquer coisa que você precisar, pode contar comigo, tá?

Naquele começo, eu estava morrendo de vergonha. Era a minha primeira semana, eu ainda não me sentia à vontade, então só respondia às perguntas bem superficialmente, só para fugir logo. Mas, com o passar das semanas, eu e o Leonardo fomos ficando cada vez mais próximos e a convivência fez a amizade nascer de um jeito natural.

Eu me sentia bem perto dele, e percebia que ele também fazia questão disso. Ele tinha paciência para me ensinar, explicava tudo sem pressa e nunca deixava de me ajudar quando eu precisava. E assim, quase sem perceber, a gente começou a passar muito tempo junto... até mais do que o normal.

Uma regra que impedia o amor

Cada palavra, cada olhar, só confirmavam o quanto o Leonardo era gentil, carinhoso, educado… e isso fazia a minha admiração por ele crescer a cada dia. Mas, ao mesmo tempo, eu tinha um medo enorme dentro de mim.

Na empresa onde a gente trabalhava, existia uma regra: ninguém podia se envolver em relacionamentos ou ter laços familiares ali dentro. E eu queria ser efetivada, queria crescer, conquistar meu espaço. Por isso, eu engolia tudo o que eu já estava sentindo pelo Léo e fingia que só tinha por ele uma amizade profissional.

Foi difícil, viu? Doía demais! Eu o via todos os dias e tinha que me contentar com um simples “bom dia” ou “tchau, bom descanso”, quando o que eu mais queria era ter a chance de conhecer o Leonardo fora dali.

No geral, os meus dias na empresa eram bem tranquilos. Eu estava gostando do trabalho e me adaptando bem à minha função. Eu chegava, fazia as minhas tarefas, conversava com o Leonardo só sobre os assuntos profissionais e depois ia embora. Mas, à noite, quando eu deitava a cabeça no travesseiro, os pensamentos não me deixavam em paz... Será que valia a pena arriscar tudo por um sentimento que eu nem sabia se era correspondido?

Eu tentava me convencer de que era só uma fase, que logo passaria. Só que bastava um minuto perto dele para tudo voltar com força. O coração disparava e o frio na barriga vinha com tudo. Eu gostava dele. Gostava mesmo.

“Ninguém precisa saber”

Até que, um dia, chegando do trabalho, recebi uma mensagem do Leo. O meu coração quase saiu pela boca. Eu fiquei nervosa, pensando que, se ele estava me escrevendo, talvez eu não fosse a única interessada… Mas, mesmo com esse pensamento, não quis tirar conclusões precipitadas. Esperei, sem criar expectativas e tentando me convencer de que eu também poderia estar enganada. Mas depois de uma longa conversa sobre como eu estava e sobre como tinha sido o meu dia...

— Amanda, sabe que eu amo conversar com você todos os dias? Apesar de, às vezes, você ser um pouco tímida e em outras, até direta demais.

— Eu também amo conversar com você.

— Então, eu vou falar sério... O que impede a gente de tentar ter algo mais sério?

— Ué. O nosso trabalho.

— Mas a gente pode sair escondido. Ninguém precisa saber...

Eu sabia que nós estávamos quebrando todas as regras e que poderíamos perder o emprego se alguém descobrisse, mas alguma coisa dentro de mim dizia que o risco valia a pena.

Eu lembro do nervosismo, de como me arrumei e até criei mil desculpas caso alguém da empresa nos visse, mas eu topei sair com ele. A gente foi ao cinema e viu um desenho animado. Foi superdivertido e eu saí daquele primeiro encontro ainda mais apaixonada por ele.

Depois daquele dia, a gente passou a sair com mais frequência, sempre escondidos. Nós nunca postávamos nada nas redes sociais e não comentávamos nada com absolutamente ninguém. Só as nossas famílias sabiam. Eu apresentei o Leonardo aos meus pais e, algumas semanas depois, ele me levou para conhecer os dele. Cada vez que a gente se encontrava, eu sentia ainda mais que era com ele que eu queria estar, e depois de um mês que a gente estava saindo, ele me pediu em namoro oficialmente.

E sim, nós começamos a namorar, mas escondidos de todo mundo. Nossos empregos estavam em jogo, principalmente o do Léo, que estava há mais tempo na empresa. O que eu não podia imaginar é que ele já estava planejando como enfrentar tudo isso.

“Você é mais importante, Amanda”

— Amanda, eu preciso conversar com você.

— O que aconteceu?

— Eu vou pedir demissão. E você continua trabalhando aqui.

— Demissão? Mas você tem tanto tempo na empresa.

— Eu acho melhor. Você ainda está começando a sua carreira, não tem muita experiência. Pode ser mais fácil para mim. É isso... Eu vou começar a procurar outro emprego. Não dá mais para a gente continuar assim. Com medo, se escondendo, como se a gente estivesse cometendo um crime. Isso não é saudável para a gente. Eu não quero mais esconder que nós estamos juntos. Você é mais importante, Amanda.

A atitude do Léo me surpreendeu de verdade. Eu sabia que era uma loucura, mas não consegui deixar de admirar a determinação dele. Mesmo com todas as regras da empresa, mesmo com o tempo que ele tinha lá, ele escolheu ficar comigo. Ali eu vi que ele estava mesmo levando o nosso namoro a sério.

Com o tempo, confesso que fui me desapegando da ideia de permanecer na empresa e ser efetivada. A experiência que eu estava ganhando me abriu os olhos para oportunidades melhores. E assim, depois de quatro meses vivendo uma vida dupla, namorando escondidos e mantendo a fachada de amizade profissional por oito horas todos os dias, nós dois decidimos pedir demissão.

O Léo conseguiu um trabalho logo depois de pedir demissão, e eu, alguns meses mais tarde, também encontrei meu caminho. Foi assim que começou a nossa vida a dois, sem medo e sem dúvidas de que a gente tinha feito a escolha certa. Eu escolhi viver um amor de verdade, com alguém que estava disposto a abrir mão de um emprego para ficar ao meu lado. E hoje sei que foi, sem sombra de dúvida, a melhor decisão.

A vida recompensa quem tem coragem

Nós viajamos muito, aproveitamos cada momento, nos conhecemos de verdade e sonhamos juntos. Quatro anos e meio depois, veio o tão esperado pedido de casamento. Nós fomos para uma cidade do interior, no meio do mato, passamos um fim de semana cercado pela natureza, preparamos um jantar especial e foi lá que o Leo me pediu em casamento. Foi lindo, íntimo, e eu aceitei na hora, porque eu sabia que era com ele que eu queria passar o resto da minha vida.

Durante um ano e meio, nós cuidamos dos preparativos para o grande dia e, durante esse período, eu abri uma empresa pensando em ter uma renda extra para ajudar a pagar o casamento. Mas o que era para ser uma coisa temporária acabou se tornando a minha profissão, e hoje a empresa é minha realidade e meu orgulho.

Em abril deste ano, nós nos casamos! Foi um casamento simples, mas cheio de amor, exatamente como a gente sonhava. Pouco tempo depois, também compramos um apartamento e agora estamos na expectativa de ele ficar pronto, prontos para começar mais um capítulo da nossa vida juntos. Nós temos muitos planos para o futuro: viajar bastante, construir nossa vida e, quando Deus permitir, ter filhos.

A minha história tinha tudo para dar errado. Era para eu e o meu marido nem estarmos juntos hoje, mas, felizmente, nós ousamos e decidimos quebrar as regras. Hoje eu tenho certeza que, se a gente não tivesse arriscado, talvez eu tivesse uma carreira na empresa, mas com certeza eu estaria infeliz, sem o amor da minha vida.

Quem não arrisca por amor nunca vai saber o que é realmente viver e ser feliz. Para viver um amor de verdade, é preciso coragem, já que muitas vezes a felicidade não está no que é seguro ou planejado, mas no que nos desafia, no que nos faz sentir vivos de verdade.

A minha história poderia ter seguido um caminho totalmente diferente, com segurança e estabilidade, mas sem paixão, sem aquela certeza que só o coração sabe dar. Escolher o Léo foi escolher arriscar e acreditar no amor, mesmo quando todas as regras diziam para a gente se controlar. Foi ousar, quebrar barreiras e ir atrás do que realmente importava: ser feliz ao lado de alguém que nos completa.

E é isso que eu levo comigo todos os dias: a vida recompensa quem tem coragem de seguir o coração, quem tem a ousadia de lutar pelo que ama. Quem não arrisca, nunca vai descobrir a intensidade, a beleza e a plenitude de viver um amor verdadeiro.

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