A história de Mariana e Guilherme começou como um romance de trabalho, mas acabou se revelando um triângulo amoroso cheio de mentiras. Ao descobrir que era a amante, Mariana se uniu à namorada oficial, Camila, para planejar uma vingança inesquecível que mudaria a vida das duas para sempre. Leia o relato completo no Quem Ama Não Esquece, da Band FM, desta sexta-feira (22).
Quando tudo parecia desabar, eu descobri que dava para virar o jogo e transformar a dor em algo que me fortalecesse.
Eu trabalhava em uma empresa de eventos e foi lá que eu conheci o Guilherme. Ele não era um funcionário fixo, só aparecia de vez em quando para prestar serviço temporário. Mesmo assim, desde a primeira vez que a gente trabalhou junto, alguma coisa nele me chamou a atenção. O Gui era super gentil, educado e tava sempre pronto para ajudar.
No começo, a nossa relação era mesmo só profissional. A gente só falava do trabalho, resolvia o que precisava e pronto. Na época, aliás, ele estava em um relacionamento e eu também saía com outra pessoa. Eu até cheguei a conhecer a namorada dele em um dos eventos que nós fizemos juntos. Fora do expediente, a gente se encontrava, às vezes, quando os amigos do trabalho marcavam alguma coisa.
O tempo foi passando e, como a vida adora dar umas voltas, o Gui terminou o namoro dele e a gente começou a sair de vez em quando. Primeiro era só para tomar uma cerveja, jogar conversa fora, sem muitas segundas intenções, mas, aí eu percebi que tava rolando um clima diferente. Teve um dia, por exemplo, que a gente se encontrou em um pagode e, do nada, ele começou a dar em cima de mim. Eu ainda tava saindo com outra pessoa na época, e mesmo assim ele ficava me chamando para perto dele toda hora e dizendo que eu tava linda.
Nas semanas seguintes, eu continuei tratando ele normalmente e fingindo que não tava vendo nada. Até porque, apesar de achar ele um cara muito legal, eu sinceramente não queria nada com ele naquele momento. Para mim, era só mesmo uma boa amizade. Só que aí, em um evento do trabalho, a gente acabou se encontrando e, pela primeira vez, eu acabei cedendo um pouco.
O primeiro beijo
— Não me olha com esses verdes lindos...
— Ué, mas são meus olhos!
— Não me olha desse jeito senão eu não aguento...
— Então deixa eu abrir bem os meus olhos e te olhar ainda mais de perto...
— Para, menina. Para senão eu vou me apaixonar, Mari.
Ali a gente ficou pela primeira vez. E eu confesso que não foi ruim, mas, na minha cabeça, era para ter sido só aquele dia e pronto.
Naquela semana, eu já tinha uma viagem marcada, então nós ficamos um bom tempo sem nos ver. Mesmo assim, ele não parava de me mandar mensagem. Queria saber se eu tava bem, quando a gente ia sair de novo, quando eu voltaria... Enquanto que, para mim, tinha sido só um beijo. Eu não queria nada sério. Então, eu achei melhor ser bem clara e direta e falei que, se fosse para ter alguma coisa, seria sem compromisso, e que ele poderia ficar com outras pessoas.
O Guilherme não reagiu nada bem. Ele ficou muito irritado, a pronto de parar de responder minhas mensagens e sumir por umas duas semanas. Eu nunca tinha sentido um peso de responsabilidade afetiva por alguém com quem eu só tinha ficado uma vez. E esse silêncio dele me deixava angustiada, até porque a gente trabalhava junto. Depois de alguns dias assim, eu não aguentei e decidi contar para ele que tinha diagnóstico de ansiedade e que esse tipo de atitude me dava gatilhos. Mal eu sabia, mas era exatamente isso que o Guilherme precisava ouvir.
Depois de mais uns dias, quando eu já tinha desencanado dele, e parado de mandar mensagens, ele resolveu aparecer outra vez, me chamando para ir a um show com os amigos dele. Como se nada tivesse acontecido. Antes do show, ele ainda disse que a gente iria em um almoço na casa dos tios dele. Já fazia muito tempo que a gente não se via e eu resolvi aceitar o convite.
Nós almoçamos juntos, na casa do tio dele e, ali mesmo, o Guilherme começou a dizer que eu era a mulher da vida dele e que sonhava em casar e ter uma família comigo. Eu nem era namorada dele ainda, mas ele já falava essas coisas com a maior naturalidade. Os tios dele me adoraram e tudo isso... tudo isso mexeu comigo. Depois do almoço, nós fomos ao shopping para ele comprar uma camisa para usar no show a noite. E depois, eu conheci todos os amigos dele. Foi muito bom. Aquele dia todo me fez ter muita confiança sobre quem ele era e nós acabamos passando o fim de semana inteiro juntos.
O silêncio que destruía
Nós passamos a noite juntos e foi maravilhoso. Com o Guilherme, eu me sentia leve, feliz. Ele era tão atencioso, tão carinhoso... Eu tava gostando daquilo, gostando de estar com ele. Mas depois de uma noite incrível, no dia seguinte a gente teve uma briga feia. Até hoje, eu não lembro o motivo.
Mas o que me marcou, não foi o motivo da briga, foi a forma. Mais uma vez, ele usou aquilo que ele sabia que mais me machucada: o silêncio. O jeito dele de simplesmente se fechar, de me deixar falando sozinha, de me ignorar como se eu não existisse... isso me destruía por dentro.
Nós ficamos semanas sem nos falar e, quando trocávamos alguma palavra, era só sobre trabalho e num tom super formal. Até que, mais uma vez, ele voltou "do nada". Eu tava no trabalho, em um evento, uma festa, quando o Guilherme me viu e na mesma hora, me mandou uma mensagem dizendo que não conseguia ficar sem falar comigo. Eu respondi que a gente poderia se falar e, se ele quisesse, podia ir em casa. Mas naquele dia, a verdade começou a aparecer bem na minha frente.
Naquela mesma festa, eu acabei dando de cara com o Guilherme com... com outra mulher. Eu fiquei meio chocada, mas como eu não sabia exatamente o que a gente tinha, eu simplesmente virei as costas e voltei para o meu lugar. Depois ele veio atrás de mim e disse que a mulher que estava com ele não tinha nada a ver com a nossa história. Eu chamei ele de moleque e mais um monte de coisas e fui embora aos prantos.
Mas alguns dias se passaram e ele pediu para gente se ver para conversar. A gente combinou em um bar, mas quando eu cheguei, ele não quis tocar no assunto da outra mulher e simplesmente fingiu que tava tudo bem. Depois, nós marcamos uma viagem e, apesar de o começo ser meio estranho, depois as coisas foram se acertando e a gente aproveitou muito. A gente passou, conversou e foi um momento que eu percebi que ainda dava para rolar algo entre nós, que poderia existir sim um sentimento ali.
Nós voltamos da viagem e tava tudo bem, tudo caminhando... mas aí, tudo virou de cabeça para baixo de novo. Uma hora o Guilherme tava ótimo, em outras ficava distante, frio e quando eu questionava, ele me chamava de doida. Até então a gente não tinha firmado oficialmente nenhum compromisso, mas ele vivia na minha casa, a gente tava sempre junto, ele dormia comigo... e aí, do nada, se afastava, ficava estranho. E DEPOIS voltava dizendo que eu era a mulher da vida dele. Era doentio e me fazia muito mal.
A descoberta da traição
Até que numa noite, uma mulher chamada CAMILA me seguiu no Instagram. Eu não conhecia aquela mulher, mas quando eu vi que a gente tinha o Guilherme como seguidor em comum, mandei mensagem pra ela na hora. Meu coração até gelou, como se eu já pressentisse que vinha coisa ali.
Nós duas sentimos o mesmo! Ela me VIU, por acaso, entre os contatos dele e resolveu me procurar. E aí, foi só a gente começar a conversar para entender que aquele tempo todo, ele estava com as duas. Um dia que ele tinha dormido na minha casa e tinha resolvido ir embora do nada, ele saiu para pedir a Camila em namoro.
Foi triste, mas eu descobri que eu era... eu era a amante. A amante que ele enganava e com quem ele dizia que queria formar uma família e ter filhos. Eu não escondi nada da Camila. Contei tudo, nos mínimos detalhes e foi aí que nós duas resolvemos bolar uma vingança para desmascarar o Guilherme.
A vingança
Naquele dia mesmo, o Guilherme dormiu na casa dela. E a gente combinou uma coisa maravilhosa! Quando amanheceu, ela me mandou uma mensagem e eu fui até a casa dela. Chegando lá, eu deitei do lado do Guilherme, que ainda estava dormindo e abracei ele por trás. Abracei e falei "oi, lindo". No começo, ele não percebeu que era eu e até me puxou mais para perto. Aí eu falei bem pertinho do ouvido dele: "Você não vai olhar para trás?"
— Mariana? Mariana, o que você...? O que tá...? O que significa isso.
— Bom dia, meu amor.
— Que palhaçada! Que ridículo vocês duas fazendo isso...
Enquanto eu e a Camila ríamos sem parar, ele foi pegando as coisas dele para ir embora. Foi muito engraçado mesmo. Parecia até cena de filme. Mas, por outro lado, apesar da vingança, descobrir tudo foi muito difícil para a Camila e por isso, eu fiquei lá com ela. O sem vergonha ainda teve coragem de mandar um áudio uns 20 minutos depois ameaçando a gente.
— AH, Vocês acham MESMO que são as únicas? Vão sonhando! Eu não estou perdendo nada, tá? Quem está perdendo são vocês! E podem ter certeza que eu vou contar tudo que vocês fizeram comigo pra todo mundo da internet. Vocês vão ver o que é bom pra tosse!
Depois desse áudio, nós combinamos de sair juntas. A gente se arrumou, foi almoçar e ficamos bebendo até o fim da tarde. Depois, emendamos com um pagode a noite para esquecer tudo o que tinha acontecido com a gente.
No dia seguinte, eu confesso que chorei muito, mas eu prometi para mim mesma que eu ia viver só um dia de luto! Chorei, sim, mas no dia seguinte, VIDA NORMAL. Já a Camila ficou bem triste, porque com ela foi ainda mais intenso pelas promessas que ele fez, mas o tempo todo nós nos encorajamos, nos apoiamos e deixamos claro que sempre ELE era o problema.
O bom de tudo isso que nós passamos é que hoje eu e a Camila somos muito amigas. Viajamos, saímos para conversar, almoçar ou ficar em casa sem fazer nada, mas estamos sempre juntas. Nós criamos um carinho e um respeito mútuo e, em nenhum momento culpamos uma à outra. Ele disse que ia expor a gente, que ia contar tudo pra todo mundo… achando que isso ia nos assustar, mas olha a gente aqui, no Quem Ama Não Esquece, contando a nossa história!
A galera podia até chorar por nós, mas a gente está comemorando, porque sobrevivemos, crescemos e, no fim das contas, ele que perdeu.
Hoje eu não guardo raiva, só indiferença. E continuo acreditando no amor! Se um dia aparecer a pessoa certa, eu vou saber. Até lá, vou continuar cuidando de mim.
Texto gerado artificialmente e revisado por Band.com.br.


