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Campinas e Região

Campinas 250 anos: o que fez da cidade o que ela é hoje?

Há muita história para contar...

Da Redação
DA REDAÇÃO

14/07/2024 • 08:35 • Atualizado em 14/07/2024 • 08:35

Quanta história cabe dentro de 250 anos? Quantos fatos, quantos personagens, quantos lugares fizeram de Campinas o que ela é hoje?

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Muita coisa foi vivida nesse um quarto de século... desde a pequena Vila de Jundiaí, até a Campinas de mais de um milhão e cem mil habitantes.

E é só andar um pouquinho pela cidade para se deparar com a Campinas antiga, perdida nos moldes da metrópole atual.

Seja na linha férrea que corta o município, de onde é possível ver os prédios imponentes, até as construções com arquiteturas do século passado, que estão aí até hoje.

E é exatamente tudo isso junto que faz a Campinas de hoje, uma cidade que tem muita história para contar.

“Andando pelo Centro de Campinas, a gente consegue encontrar história em todos os lugares. A gente carrega a frase ‘Onde tem placa, tem nome. E onde tem nome, tem história’”, diz Diego Augusto Toledo, historiador.

E justamente para que essas lembranças não caiam no esquecimento, que o Diego e o Ivan, os Detetives da História de Campinas, entram em cena. Por meio das redes sociais, eles desvendam mistérios, falam sobre fatos passados e deixam vivas essas memórias para quem quiser acessar.

O Lago do Carmo, no Centro de Campinas, é considerado o Marco Zero da fundação da cidade e é também onde fica o monumento-túmulo do maestro Carlos Gomes. Uma história que chama atenção!

“Quando Barreto Leme estava aqui [no Marco Zero], começando a construir a Campinas do Mato Grosso, ele pediu várias coisas para o governador da província, entre elas, ele pediu um lugar para poder velar os corpos, que tinham que levar até Jundiaí, de carroça. Outra coisa... ele pediu um lugar para poder rezar, construir uma capela. Sendo assim, em 1753, foi construído o primeiro cemitério, que é aqui, em frente ao túmulo do maestro Carlos Gomes”, explica o agente cultural Ivan Franco do Amaral.

E qual a importância desse passado no contexto mais amplo? Qual foi o papel de Campinas na história do Brasil?

“A cidade tem uma localização privilegiada, a gente está na confluência de uma série de estradas importantes, isso é decorrente da história de Campinas, que era um entreposto para os Bandeirantes, para as Bandeiras, as incursões em direção ao interior, a Goiás. Historicamente, a gente já teve uma importância muito grande na industrialização que aconteceu e, atualmente, a gente tem um aeroporto muito importante na região”, conta Marcela Noronha, arquiteta e urbanista.

Mas história a parte, vamos falar do presente e do futuro. Como será a Campinas de amanhã, a Campinas dos próximos 250 anos? A cidade que cresceu, ganhou moradores, se transformou em um polo de tecnologia, está preparada para continuar ocupando um lugar de destaque na região, no estado, no Brasil e até fora dele?

De acordo com a arquiteta e urbanista Marcela Noronha, do Centro de Estudos sobre a Urbanização para o Conhecimento e a Inovação da Unicamp, os desafios existem e têm que ser vencidos para que a evolução aconteça.

O avanço da tecnologia é um caminho sem volta, mas, é preciso implantar medidas para que todos a sua volta caminhem e cresçam juntos.

“A gente precisa realmente começar a pensar nessa urbanização, em como ela vai ocorrer. Também em termos de mobilidade urbana, porque se a gente não cuida da mobilidade urbana, a gente tem uma desvantagem econômica”, avalia a arquiteta e urbanista.

Por fim, esse é o caminho para uma Campinas de mais história ainda. É o caminho para que daqui a mais 250 anos, os acontecimentos positivos continuem sendo marcados na história da Cidade das Andorinhas.

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