
Qualidade da água
Pedro França/Agência Senado
Após denúncias de moradores sobre o forte odor da água em Paulínia (SP), a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) emitiu uma nota informando que irá instalar uma sonda automática multiparâmetro na captação de água no Rio Jaguari, para monitorar a qualidade e que as análises mais recentes não captaram nenhuma intercorrência.
Ainda conforme a nota, a companhia explicou que o equipamento realiza medições a cada cinco minutos de parâmetros como pH, oxigênio dissolvido, condutividade, turbidez e temperatura, ampliando a capacidade de detecção rápida de eventuais alterações no manancial.
Além disso, a Cetesb afirmou que as análises mais recentes da água no trecho monitorado não identificaram parâmetros fora dos padrões de referência.
Sendo assim, a nota relata que os resultados laboratoriais indicam que os principais parâmetros de qualidade permaneceram dentro dos limites de referência, que não foram detectadas substâncias orgânicas associadas a gosto e odor na água e também reforça que quantidade de microrganismos foi considerada baixa.
Veja a nota completa na íntegra
"A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) informa que irá instalar uma sonda automática multiparâmetro na captação de água bruta de Paulínia, no Rio Jaguari. O equipamento permitirá o monitoramento contínuo da qualidade da água, com medições a cada cinco minutos de parâmetros como pH, oxigênio dissolvido, condutividade, turbidez e temperatura, ampliando a capacidade de detecção rápida de eventuais alterações no manancial. As análises mais recentes da água bruta no trecho monitorado não identificaram parâmetros fora dos padrões de referência.
Desde o dia 24 de abril, quando recebeu a primeira ocorrência relacionada a alterações na água tratada, a Cetesb intensificou a atuação no manancial, com a realização de mais de 20 inspeções, incluindo no afluente Rio Camanducaia, e 8 coletas de amostras em pontos estratégicos, como as captações de Paulínia e Limeira.
Os resultados laboratoriais indicam que os principais parâmetros de qualidade permaneceram dentro dos limites de referência. O carbono orgânico total variou entre 2,9 e 3,2 mg/L (valor de referência de 6 mg/L), o oxigênio dissolvido entre 6,7 e 7,1 mg/L (padrão mínimo de 5 mg/L), a turbidez entre 11 e 16 UNT (padrão de 100 UNT) e o pH entre 6,9 e 7,2 (faixa de referência entre 6 e 9), sem evidência de presença de poluentes.
Também não foram detectadas substâncias orgânicas associadas a gosto e odor na água. A varredura de compostos orgânicos semi-voláteis — grupo que inclui substâncias como geosmina e metilisoborneol, frequentemente associadas a odor e gosto de mofo — apresentou resultados abaixo dos limites de quantificação.
A presença de microrganismos foi considerada baixa, com variação entre 5 e 128 organismos por mililitro. Portanto, os resultados obtidos para as amostras coletadas pós episódio não justificaram que as microalgas possam ter causado as alterações sensoriais relatadas.
A Companhia segue acompanhando a situação de forma contínua, em articulação com os demais órgãos e concessionárias responsáveis pelo abastecimento".
Entenda a denúncia
Em Paulínia (SP), a situação é descrita como um "verdadeiro pesadelo" por uma moradora do bairro João Aranha. Ela afirma que a água apresenta um odor insuportável, semelhante a esgoto ou mofo, tornando-a imprópria para o consumo e até para o banho. Além da qualidade do produto, há críticas quanto ao atendimento prestado pelas concessionárias e ao valor das taxas cobradas frente ao serviço entregue.
“Todas as vezes em que tive algum imprevisto e atrasei uma conta, o corte no fornecimento aconteceu rapidamente, sem aviso e sem qualquer abertura para negociação. Ou seja, para cobrar e cortar, o serviço funciona. Mas para entregar água tratada e prestar um atendimento digno, não”, afirma a paulinense Michelly Akivia Garcia.
*Estagiária sob supervisão.


