
O HC da Unicamp possui o Organização de Procura de Órgãos (OPO), um serviço que atende 127 cidades da região
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Dados apresentados pelo Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp apontam que, entre janeiro e junho deste ano, 1.863 pessoas morreram à espera de um órgão em todo o Brasil, onde hoje há aproximadamente 78 mil pacientes na fila de espera para um transplante no país.
Ainda de acordo com dados do HC, 45% das famílias não autorizam a retirada de órgãos. Pela legislação, a doação de órgãos de um paciente com diagnóstico de morte encefálica só pode ser feita com a autorização de familiares. Por conta disso, o hospital promoverá uma série de atividades de conscientização, esclarecimento e convencimento sobre a importância da doação.
O HC da Unicamp possui o Organização de Procura de Órgãos (OPO), um serviço que atende 127 cidades da região e atua desde a identificação de um potencial doador até a logística para o transporte dos órgãos. Essa equipe também é responsável por fazer o contato com as famílias.
“Hoje o HC da Unicamp é o hospital que mais faz transplante de fígado, de rins e de outros órgãos do interior de São Paulo, e é emocionante ver tanta gente envolvida nesse processo, desde o pessoal que faz a captação, passando pelo motorista da ambulância, até os técnicos e médicos que trabalham exclusivamente para levar o melhor serviço ao paciente”, disse a superintendente do HC, Elaine Ataíde.
O Hospital de Clínicas também abriga um Banco Multitecidos, que armazena tecidos musculoesqueléticos, como cartilagens e ossos, que podem ser doados após a morte ou ainda em vida. Diferentemente de órgãos como o coração, que, quando doado, salva uma vida, um mesmo tecido pode beneficiar até 30 pessoas, segundo informação do Banco.
*Estagiário sob supervisão

