
Hospital da PUC-Campinas passa por situação crítica em seu setor de atendimento do SUS.
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O Hospital PUC-Campinas emitiu um comunicado oficial nesta quinta-feira (12), alertando para a situação crítica em seu setor de atendimento do SUS.
Atualmente, o Pronto-Socorro da instituição opera com 310% de ocupação, índice muito acima de sua capacidade instalada, o que resultou em 36 pacientes sendo atendidos em macas nos corredores da unidade.
Diante deste cenário de superlotação extrema, o hospital adotou medidas contingenciais e anunciou o cancelamento de cirurgias eletivas por período indeterminado.
Em nota, a instituição informou que não possui condições de receber novos casos encaminhados e solicitou que a Regulação Municipal direcione os pacientes para outros equipamentos da rede estadual, visando garantir a segurança da assistência.
O cenário de crise na saúde local é agravado pelas restrições no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, que também suspendeu temporariamente novas internações na UTI Adulto após a identificação da bactéria KPC em sete pacientes.
Medidas emergenciais e novos leitos
Para aliviar a pressão sobre o sistema, o secretário de Estado de Saúde, Eleuses Paiva, comprometeu-se com o prefeito Dário Saadi a viabilizar 100 novos leitos do SUS na Casa de Saúde. O chamamento público para essas vagas deve ser publicado em até 15 dias, com previsão para o dia 25 de março.
Além disso, a Secretaria de Saúde de Campinas solicitou ao governo estadual a redução no encaminhamento de pacientes de outras cidades da região para os serviços municipais durante este período de contingência. Recentemente, a Maternidade de Campinas também contribuiu com a abertura de 21 novos leitos para a rede.
Investimento estrutural: Hospital Metropolitano
Em uma ação para fortalecer a rede a longo prazo, o governador Tarcísio de Freitas formalizou a doação de um terreno de 34,8 mil metros quadrados no Parque Itália para a construção do novo Hospital Estadual de Campinas.
O projeto, também chamado de Hospital Metropolitano, terá um investimento estimado em R$ 400 milhões. A unidade contará com 262 leitos gerais, 50 leitos de UTI, centro cirúrgico com oito salas e pronto-socorro referenciado, tornando-se referência em média e alta complexidade para 4,6 milhões de habitantes da região.


