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Operação investiga grupo especializado no golpe do falso advogado

Organização criminosa faturava em torno de R$200 mil diariamente com o crime

Henrique Alves
HENRIQUE ALVES

29/06/2026 • 12:24 • Atualizado em 29/06/2026 • 12:26

Grupo se dividia em três núcleos principais pelo Brasil

Grupo se dividia em três núcleos principais pelo Brasil

Polícia Civil

A Polícia Civil cumpriu 26 mandados de busca e apreensão em sete estados, nesta segunda-feira (29), contra uma organização criminosa especializada no golpe do falso advogado.

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A investigação foi conduzida e contou com o apoio de equipes da Delegacia Especializada de Investigações Criminais de Piracicaba (SP).

De acordo com a Polícia Civil, as vítimas eram enganadas por criminosos que se apresentavam como advogados para obter valores de forma fraudulenta.

O crime gerava, diariamente, em torno de R$200 mil ao grupo.

Mandados

A Operação Falso Advogado cumpre, simultaneamente, 26 mandados de busca e apreensão em municípios de sete estados do país:

  • Bahia (BA);
  • Minas Gerais (MG);
  • Rio de Janeiro (RJ);
  • Rio Grande do Norte (RN);
  • Goiás (GO);
  • Maranhão (MA) e
  • Distrito Federal (DF).

As equipes da Polícia Civil de Piracicaba (SP) contaram com o apoio de 12 unidades formadas por 60 policiais civis do Estado de Goiás.

Os mandados resultaram na localização de investigados, na identificação de coautores, apreensão de documentos, aparelhos celulares e dispositivos eletrônicos de interesse para a investigação.

Estrutura da organização criminosa

De acordo com a investigação conduzida pela DEIC/D9 de Piracicaba, o grupo se dividia em três setores.

O núcleo de execução dos golpes ficava em Brasília (DF). O setor era responsável pelo acesso indevido ao portal de serviços do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (e-SAJ) e pela operação das contas de e-mail utilizadas na fraude.

Na Região Metropolitana de Goiânia, era o núcleo financeiro do grupo, onde eles centralizavam e sacavam os valores obtidos com a fraude.

Para pulverizar os recursos, a organização possuía contas em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, na Bahia e no Rio Grande do Norte, com o objetivo de dificultar o rastreamento financeiro.

*Matéria em atualização