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Operação Jaleco Falso prende dentista por cirurgias plásticas ilegais em SP

Suspeito realizava procedimentos complexos sem habilitação médica e utilizava medicamentos sem registro da Anvisa trazidos do Paraguai

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

30/07/2026 • 16:04 • Atualizado em 30/07/2026 • 16:04

Suspeito realizava procedimentos complexos sem habilitação médica e utilizava medicamentos sem registro da Anvisa trazidos do Paraguai

Suspeito realizava procedimentos complexos sem habilitação médica e utilizava medicamentos sem registro da Anvisa trazidos do Paraguai

Divulgação/PC

A Polícia Civil prendeu um dentista suspeito de realizar procedimentos cirúrgicos e estéticos sem possuir a qualificação necessária em uma clínica, em São João da Boa Vista (SP). A prisão ocorreu durante a operação "Jaleco Falso", realizada nesta segunda-feira (29), com o objetivo de combater o exercício ilegal da medicina e a venda de medicamentos sem registro.

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As investigações começaram após a polícia receber informações de que o dentista realizava e divulgava cirurgias plásticas em suas redes sociais. À polícia, ele alegou ser formado em medicina na Bolívia, mas admitiu que não revalidou o diploma no Brasil e não possui especialização para os procedimentos que realizava.

Durante o cumprimento de mandados de busca em sua residência e em sua clínica, ambas em São João da Boa Vista (SP), os agentes confirmaram que o suspeito se apresentava como cirurgião plástico, utilizando inclusive jalecos e toucas com essa descrição, além de possuir livros especializados e um estetoscópio.

Na clínica do investigado, a fiscalização da Vigilância Sanitária constatou uma situação alarmante: não foram encontrados instrumentos ou prontuários de atendimento odontológico, mas sim diversos registros de cirurgias como blefaroplastia, facelifting e lipoaspiração.

Também foram localizados instrumentos cirúrgicos de uso exclusivo médico, como bisturis, afastadores e aspiradores para procedimentos no pescoço, que aparentavam terem sido utilizados recentemente.

Além do exercício ilegal da profissão, a polícia apreendeu medicamentos de uso controlado e sem registro na Anvisa, como a tirzepatida ("Tirzec 15"), Wegovy e Mounjaro. A análise do celular do suspeito, autorizada judicialmente, revelou negociações de diversos fármacos oriundos do Paraguai. No local, também foram encontrados medicamentos vencidos e substâncias anestésicas que o profissional não tinha autorização para manejar.

Diante das evidências, a clínica foi totalmente interditada pela vigilância sanitária. O homem foi recolhido à Cadeia Pública de São João da Boa Vista, onde aguarda a audiência de custódia pelos crimes de falsificação de produtos terapêuticos e exercício ilegal da medicina.

A operação foi coordenada pela DISE (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes) de São João da Boa Vista (SP), sob o comando do Dr. Davi Basílio, com o apoio da DIG (Delegacia de Investigação Gerais). Foram apreendidos os seguintes itens na ação:

  • Diversos medicamentos de ministração em cirurgias, como anestesias;
  • Diversos Insumos para realização de cirurgias;
  • Diversos medicamentos sem registro na Anvisa;
  • Diversos prontuários médicos;
  • 1 Bomba de Aspiração de Secreção;
  • 1 Aparelho celular;
  • 2 Tocas Cirúrgicas;
  • 1 Estetoscópio;
  • 1 Cauterizador;
  • 1 Livro de Cirurgia Plástica;
  • 1 Notebook.

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