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SAF na Ponte: como ficará o patrimônio do clube e a divisão das receitas

Proposta prevê investidor com 85% da SAF, estádio em comodato por até 60 anos e investimento de até R$ 1,1 bilhão em futebol e infraestrutura

Rubén Sangion
RUBÉN SANGION

30/07/2026 • 15:22 • Atualizado em 30/07/2026 • 15:22

Estádio Moisés Lucarelli

Estádio Moisés Lucarelli

Marcos Ribolli

Nos últimos dias, o assunto da proposta de criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) da Ponte Preta ganhou força e, com isso, começaram a surgir questionamentos dos torcedores sobre o funcionamento do projeto.

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Como a SAF vai funcionar

Pelo modelo em discussão, o grupo investidor assumiria 85% das ações da SAF, enquanto a Ponte Preta ficaria com os 15% restantes, percentual que ainda pode sofrer alterações ao longo das negociações.

A gestão seria conduzida por um Conselho de Administração composto por cinco integrantes, sendo quatro indicados pelo investidor e apenas um pelo clube. A atual diretoria já sinalizou que não pretende ocupar cargos dentro dessa nova estrutura.

Majestoso e patrimônio

Um dos pontos que mais gera dúvidas entre os torcedores é o patrimônio do clube. A preocupação envolve não apenas o Estádio Moisés Lucarelli, mas também todas as demais estruturas pertencentes à Macaca.

Segundo a diretoria da Ponte Preta, nenhum dos imóveis será vendido para a futura SAF. Isso inclui o Estádio Moisés Lucarelli, o Centro de Treinamento do Jardim Eulina e a unidade Paineiras, que continuarão pertencendo à associação civil do clube.

O que muda é a forma de utilização do estádio. A proposta prevê um contrato de comodato com prazo inicial de 30 anos, renovável por mais 30, desde que as condições previstas no contrato sejam cumpridas. Nesse modelo, o clube mantém a propriedade do imóvel e não recebe aluguel pela cessão de uso.

Como o patrimônio será utilizado

Parte do projeto prevê a transformação do Majestoso em uma arena multiuso, com capacidade para aproximadamente 21 mil pessoas, preparada para receber partidas de futebol, shows e eventos corporativos.

A SAF passaria a explorar comercialmente o estádio, incluindo a venda de ingressos, camarotes, bares, espaços comerciais e a realização de eventos. O investimento estimado apenas na reforma do Majestoso é de R$ 400 milhões. Considerando também os aportes no futebol, a quitação de dívidas e as melhorias em infraestrutura, o projeto pode movimentar até R$ 1,1 bilhão.

Por fim, as receitas obtidas com a exploração comercial do Estádio Moisés Lucarelli seriam divididas na mesma proporção da participação societária da SAF: 85% para o grupo investidor e 15% para a Ponte Preta.