
O homem foi levado à delegacia nesta segunda
Reprodução
A Polícia Civil prendeu um suspeito de matar o advogado Lucas Silva Lopes, de 30 anos, que teve o corpo encontrado incinerado em uma estrada de terra no Distrito Industrial Luiz Torrani, em Mogi Mirim (SP). Ele foi detido na última sexta (14) e a prisão foi divulgada nesta segunda-feira (17).
De acordo com o repórter Guilherme Celegato, que esteve na delegacia que investiga o caso, suspeito estaria escondido a cerca de sete quilômetros da cidade de Mogi Mirim. Ainda, ele teria confessado o crime. A motivação ainda é investigada.
O desaparecimento de Lucas teria ocorrido no sábado, dia 1º de agosto. Na manhã do domingo (2/8), por volta das 8h, a Guarda Civil Municipal (GCM) de Mogi Mirim encontrou seu corpo totalmente despido e com sinais de violência. Simultaneamente, um veículo Chevrolet Tracker, registrado em nome da vítima, foi localizado completamente incendiado no bairro Parque Real II, em uma área próxima.

O corpo foi encontrado perto de carro queimado - Crédito: Divulgação/GCM
A identificação oficial avançou no dia 3 de agosto, quando os pais de Lucas compareceram à sede da GCM. Eles confirmaram que o jovem possuía uma deficiência física (atrofia muscular nos membros inferiores), característica que coincidia com o corpo localizado.
A área passou por perícia da Polícia Científica, e o caso está sob responsabilidade da Polícia Civil de Mogi Mirim. Até o momento, as investigações continuam para apurar a dinâmica dos fatos e a motivação do crime, mas ainda não há informações que esclareçam as circunstâncias exatas da morte.
Quem era vítima?

Lucas Silva Lopes, de 30 anos
Crédito: Redes sociais
Lucas morava em Hortolândia. Ele era advogado, possuía deficiência física e utilizava recursos de mobilidade para se locomover. Amigos e familiares descrevem o jovem como uma pessoa brilhante e dedicada aos estudos: ele possuía mestrado, estava cursando doutorado e era reconhecido por sua inteligência e luta pelos direitos das pessoas com deficiência.
Em homenagens publicadas em redes sociais, Lucas é lembrado por sua alegria, sua paixão pelas artes e sua resiliência em superar as limitações impostas pela sociedade. "Lucas era luz, quando o mundo só lhe dava escuridão", relatou uma amiga próxima em um desabafo pedindo por justiça.
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