
Ancelotti banca Neymar na Copa do Mundo após divergência em diagnóstico
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A tendência de Carlo Ancelotti é realmente aproximar a Seleção Brasileira de um 4-3-3 mais equilibrado, modelo que marcou boa parte de sua carreira nos clubes. A presença de Lucas Paquetá ao lado de Casemiro e Bruno Guimarães dá ao Brasil um meio-campo mais sólido, algo que faltou em vários momentos das Eliminatórias.
Nesse desenho, Paquetá funciona como o elo entre defesa e ataque, enquanto Casemiro oferece proteção aos zagueiros e Bruno Guimarães ajuda na construção das jogadas. À frente, Vinícius Júnior e Raphinha permanecem como os principais desequilibradores individuais.
A disputa pela posição de centroavante é uma das mais interessantes. Se Ancelotti optar por um atacante de referência, Igor Thiago oferece características raras no elenco: força física, jogo aéreo, capacidade de atuar de costas para o gol e abrir espaços para os pontas. Por isso, não seria surpresa vê-lo iniciar a Copa à frente de Matheus Cunha.
Historicamente, vale lembrar que o famoso 4-2-4 das conquistas de 1958, 1962 e, em parte, de 1970, era diferente do conceito moderno de quatro atacantes. Em 1958, por exemplo, Mário Zagallo recuava constantemente para compor o meio-campo, transformando o sistema em algo muito próximo de um 4-3-3 durante a fase defensiva. O mesmo ocorreu em 1970 com a mobilidade de Pelé e Tostão.
As cinco conquistas brasileiras mostram que não existe um esquema único para vencer uma Copa:
- 1958 e 1962: 4-2-4 com forte participação defensiva dos pontas;
- 1970: 4-2-4 extremamente flexível, muitas vezes transformado em 4-3-3;
- 1994: 4-4-2 compacto e pragmático de Carlos Alberto Parreira e
- 2002: 3-5-2 de Luiz Felipe Scolari, explorando os alas e a força ofensiva de Ronaldo Nazário, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho.
O Brasil continua sendo a única seleção com cinco títulos mundiais. Para buscar o hexacampeonato, a tendência é que Ancelotti priorize equilíbrio coletivo em vez de escalar o maior número possível de atacantes. Em um futebol moderno cada vez mais físico e organizado, um 4-3-3 fluido parece mais compatível com as características atuais da Seleção. A estreia brasileira será contra o Marrocos, no dia 13 de junho, às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pelo Grupo C da Copa do Mundo de 2026.
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*O autor da coluna tem autonomia para defender suas opiniões, baseadas em fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do portal Band Multi, nem do Grupo Bandeirantes.
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