
Suspeitos aparecem em uma das residências ligada ao casal durante a ocorrência
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Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Sorocaba (SP) denunciaram práticas de extorsão, abuso de autoridade e associação criminosa supostamente cometidas por três policiais civis de Itu (SP). O caso também envolve um advogado.
Os policiais civis denunciados, em maio deste ano, são Cirineu Yasuda Alves de Lima, Francisco Diogo Neto, Cristian Antunes de Calvilho e o advogado é Anderson Antônio Caetano.
Os crimes teriam sido registrados após a abordagem de um casal que estava em um carro de luxo, no qual a polícia militar encontrou uma porção de haxixe. Essa abordagem foi em Itu (SP), em março de 2025.
Na ocasião da abordagem, o motorista do veículo teria assumido que a droga era dele, mas a namorada também foi algemada.
Em seguida, os policiais militares teriam ido à casa do rapaz, onde encontraram mais drogas e dinheiro. Além disso, os policiais também teriam seguido até a residência da jovem e, sem ordem judicial, apreendido outro veículo.
Na sequência, as vítimas foram levadas à delegacia de Itu. O que foi apurado pelo Gaeco é que, neste momento, teria começado a extorsão. De acordo com a denúncia, policiais civis teriam exigido o pagamento de R$ 250 mil em troca da liberdade da mulher e da liberação dos veículos.
O MPSP detalhou que um advogado teria sido chamado pelos policiais civis e, em um computador da Polícia Civil, redigido um contrato fictício de honorários advocatícios no valor de R$ 250 mil. Os promotores do Gaeco também apuraram que R$ 50 mil deveriam ser pagos de imediato via Pix.
A suposta negociação só teria sido interrompida após o noivo da advogada da família das vítimas, um policial civil de outra comarca, desconfiar do acordo que estava sendo negociado.
Segundo o MPSP, após esse policial civil acionar outros profissionais da Polícia Civil, os suspeitos teriam sido obrigados a formalizar apenas o flagrante do motorista pela droga e liberar a namorada.
Após a investigação, a denúncia do Gaeco foi apresentada à Justiça e o caso tramita em sigilo em Indaiatuba (SP), já que juízes de Itu declararam suspeição, instituto jurídico utilizado para garantir a imparcialidade.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo afirma que: “Os fatos mencionados foram investigados pela Corregedoria da Polícia Civil por meio de inquérito policial instaurado em 2025. As investigações foram concluídas e encaminhadas ao Poder Judiciário, que arquivou o inquérito. A Polícia Civil reafirma seu compromisso com a legalidade e a rigorosa apuração de eventuais desvios de conduta de seus integrantes e está à disposição do Ministério Público para colaborar com as investigações conduzidas pelo Gaeco”.
Defesas
Em nota, o advogado de defesa do policial civil Cirineu Yasuda Alves de Lima, Lucas Del Campo, informou que o processo tramita em segredo de Justiça, o que limita, neste primeiro momento, a divulgação de informações sobre o caso. Contudo, afirmou que seu cliente comprovará sua inocência ao longo da instrução processual, ocasião em que o contraditório e a ampla defesa deverão ser assegurados, diferentemente do que, segundo a defesa, ocorreu na investigação preliminar conduzida pelo Gaeco, classificando como inconsistente.
A defesa de Cristian Antunes de Calvilho afirma que ele se declara inocente. A defesa afirma ainda que o processo está em segredo de justiça e que através “do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, será mostrada a inocência dele”.
A defesa do advogado Anderson Antonio Caetano, o advogado Nilson Almeida, declara que “a denúncia ofertada é totalmente fantasiosa e caluniosa, fundamentada numa manipulação severa de provas inexistentes, onde o exercício do direito da ampla defesa e do contraditório comprovará que meu cliente é inocente, e está tendo sua moral violada injustamente”.
O Portal Band Multi aguarda as defesas de Francisco Diogo Neto.


