O prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), foi afastado do cargo por 180 dias, após a segunda fase da Operação Copia e Cola da Polícia Federal (PF), na manhã desta quinta-feira (06/11). Fernando Martins da Costa Neto (PSD), então vice-prefeito, assume o cargo.
A decisão da Justiça veio a pedido da PF, que investiga supostas irregularidades na contratação de uma organização social pela Prefeitura de Sorocaba para administrar unidades de saúde por meio de contratos emergenciais e convênios.
"Acreditem se quiser: me afastaram do cargo de prefeito", postou Manga nas redes sociais:
De acordo com a polícia, nesta etapa da operação foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, incluindo na Secretaria de Saúde de Sorocaba.
A ação é um desdobramento da primeira fase da operação, deflagrada em abril deste ano, quando a PF cumpriu 28 mandados de busca e apreensão em 13 cidades da Bahia e de São Paulo, para desarticular uma organização suspeita de desviar recursos públicos da saúde.
Na época, equipes da PF também estiveram na Secretaria de Saúde e na sede da Prefeitura de Sorocaba, além da casa e do gabinete do prefeito, no diretório municipal de um partido político e na casa do ex-secretário de Saúde, Vinícius Rodrigues.
Rodrigo Manga cumpre agenda em Brasília e deve chegar a Sorocaba no final da tarde desta quinta-feira.
Defesa do Prefeito
Em nota, a defesa de Manga afirma que: “O prefeito Rodrigo Maganhato, por intermédio dos seus advogados, esclarece que a investigação conduzida pela Polícia Federal de Sorocaba é completamente nula, porque foi iniciada de forma ilegal e conduzida por autoridade manifestamente incompetente. Além disso, é fruto de perseguição política, não havendo nada de concreto a relacionar o prefeito nesse inquérito policial. Ademais, indiscutivelmente temerário o afastamento do prefeito baseado em ilações sobre supostas irregularidades investigadas. Os supostos fatos remontam ao ano de 2021, o que demonstra a ausência de qualquer contemporaneidade capaz de colocar em risco a continuidade do exercício do legítimo mandato do chefe do Executivo Municipal. Mandato este, inclusive, conquistado nas urnas, de forma legítima e maciça. A defesa reafirma sua confiança no pleno restabelecimento da verdade, reiterando que todas as medidas jurídicas cabíveis estão sendo adotadas para corrigir e reformar essa ilegalidade”.
Repercussão na Câmara
O presidente da Câmara, Luis Santos (Republicanos) falou sobre o afastamento do prefeito Rodrigo Manga:
O vereador Raul Marcelo (Psol) falou sobre uma possível abertura de uma CPI da Saúde:
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