Acusado de atacar recepcionista em hotel de Curitiba vai a júri
Jhonathan Reynaldo dos Santos será julgado por tentativa de feminicídio, tentativa de estupro e fraude processual

O hóspede acusado de atacar a recepcionista Maria Neuzete Batista, de 55 anos, em um hotel no bairro Bigorrilho, em Curitiba, será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
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A decisão é da 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri de Curitiba e atende à denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). Jhonathan Reynaldo dos Santos será julgado pelos crimes de tentativa de feminicídio, tentativa de estupro que resultou em lesão grave e fraude processual.
A decisão de pronúncia determina que o acusado seja submetido ao Tribunal do Júri, mas não representa uma condenação. Caberá aos jurados analisar as acusações durante o julgamento. A defesa ainda pode recorrer da decisão.
Ataque aconteceu dentro de hotel em Curitiba
O crime aconteceu no dia 7 de março. Segundo a denúncia do Ministério Público, o homem passou a agredir a recepcionista depois que ela se recusou a acompanhá-lo até o quarto.
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De acordo com a investigação, a vítima foi atingida com socos, chutes e golpes com objetos cortantes. Enquanto as agressões aconteciam, o acusado também teria tentado estuprá-la.
Ainda conforme o MPPR, os crimes não foram consumados porque Maria começou a gritar por socorro, conseguiu fugir do local e recebeu atendimento médico.
Na ação penal, o Ministério Público aponta como qualificadoras da tentativa de feminicídio o uso de meio cruel e de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
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Câmeras de segurança também fazem parte do caso
Jhonathan também responderá por fraude processual.
Segundo a denúncia, durante a ação ele teria retirado da tomada o computador responsável pelo registro das imagens das câmeras de segurança da recepção do hotel.
Para o Ministério Público, a atitude teria sido uma tentativa de interferir nos registros relacionados ao crime.
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Acusado está preso desde março
Jhonathan Reynaldo dos Santos foi preso em flagrante no mesmo dia do ataque.
A pedido do Ministério Público, a prisão foi posteriormente convertida em preventiva. Ele permanece detido desde então.
Com a decisão da 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri, o processo segue agora para a fase de julgamento. Ainda não foi divulgada a data em que o júri será realizado.
