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MP denuncia hóspede por tentativa de feminicídio em hotel de Curitiba

Caso ocorreu no Bigorrilho e denúncia inclui tentativa de feminicídio, tentativa de estupro e fraude processual.

com Marcel Mercúrio e Barbara Hammes
COM MARCEL MERCÚRIO E BARBARA HAMMES

16/03/2026 • 10:11 • Atualizado em 16/03/2026 • 10:11

MP oferece denúncia

MP oferece denúncia

Foto: BAND PR

Resumo

O Ministério Público do Paraná denunciou Jhonathan Reynaldo dos Santos, de 24 anos, pela agressão brutal contra a recepcionista Maria Niuzete Batista, de 55 anos, ocorrida na madrugada de 7 de março de 2026 dentro de um hotel em Curitiba, classificando o crime como tentativa de feminicídio qualificado, tentativa de estupro e fraude processual.

Agressões começaram após a vítima recusar convites do hóspede, que passou a atacá-la com socos, chutes, esganaduras e objetos, e tentou forçá-la a manter relação sexual, sem sucesso devido à fuga e aos gritos de socorro da funcionária; a mulher sofreu vários ferimentos e precisou de atendimento médico.

Investigação aponta que o acusado tentou dificultar o esclarecimento dos fatos ao desligar o computador com imagens de segurança, sendo enquadrado também por fraude processual, e o Ministério Público solicitou indenização mínima de R$ 100 mil por danos morais e materiais, com o caso agora sob análise da Justiça.

O Ministério Público do Paraná denunciou um homem acusado de agredir brutalmente uma recepcionista dentro de um hotel em Curitiba. O crime aconteceu na madrugada de 7 de março de 2026, no Hotel Ampiezza, no bairro Bigorrilho.

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O denunciado é Jhonathan Reynaldo dos Santos, de 24 anos, que já está preso preventivamente. Segundo a denúncia apresentada à Justiça, ele responde por tentativa de feminicídio qualificado, tentativa de estupro e fraude processual.

Agressões começaram após recusa da vítima

De acordo com o Ministério Público, a vítima, a recepcionista Maria Niuzete Batista, foi atacada após recusar um convite do suspeito para ir até o quarto do hotel e negar um pedido de beijo.

Ainda conforme a denúncia, o homem passou a agredir a vítima com socos, chutes e esganaduras, além de utilizar objetos para golpeá-la. O ataque ocorreu durante a madrugada e dentro do ambiente de trabalho da recepcionista.

O documento também aponta que o crime foi praticado com meio cruel e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

Tentativa de estupro durante as agressões

O Ministério Público afirma que, durante o ataque, o suspeito também tentou obrigar a vítima a manter relação sexual. A tentativa de estupro não se consumou porque a recepcionista conseguiu gritar por socorro e fugir do local.

A vítima sofreu diversos ferimentos e precisou de atendimento médico após o crime.

Suspeito também tentou impedir investigação

Segundo a denúncia, após as agressões o acusado desligou o computador que armazenava as imagens das câmeras de segurança da recepção do hotel. O objetivo, conforme o Ministério Público, seria dificultar a apuração dos fatos.

A conduta foi enquadrada como fraude processual.

Ministério Público pede indenização

Além da responsabilização criminal, o Ministério Público pediu à Justiça a condenação do acusado ao pagamento de indenização por danos morais e materiais à vítima, no valor mínimo de R$ 100 mil.

O caso agora segue para análise da Justiça, que deve decidir sobre o recebimento da denúncia e os próximos passos do processo.

RELEMBRE O CASO

A recepcionista Maria Niuzete Batista, de 55 anos, foi brutalmente agredida durante a madrugada do dia 7 de março, dentro de um hotel em Curitiba.

Segundo o relato da vítima, o hóspede Jhonathan Reynaldo dos Santos, de 24 anos, tentou beijá-la na recepção. Após a recusa, imagens de câmeras de segurança mostram o homem pulando o balcão e perseguindo a funcionária até o banheiro.

De acordo com Maria Niuzete, o agressor tentou estuprá-la no local. Ela conseguiu escapar, mas foi novamente atacada no corredor com socos, chutes e golpes com uma saboneteira de porcelana.

Mesmo ferida, a recepcionista conseguiu sair do hotel e pedir ajuda. Testemunhas e hóspedes chamaram a polícia.

A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito e enquadrou o caso como tentativa de homicídio qualificado, com as agravantes de motivo fútil e emboscada. O processo foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná e ao Poder Judiciário.