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Advogado vê tentativa de feminicídio em ataque a recepcionista

Defesa de Maria Niuzete diz que protocolos falharam e cobra pena exemplar para hóspede que a agrediu em hotel de Curitiba

Bárbara Hammes
BÁRBARA HAMMES

09/03/2026 • 18:09 • Atualizado em 09/03/2026 • 18:09

Hóspede agredindo recepcionista de hotel

Hóspede agredindo recepcionista de hotel

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O advogado Jackson Bahls, que representa a recepcionista Maria Niuzete Batista, agredida por um hóspede dentro de um hotel no bairro Bigorrilho, em Curitiba, afirmou em coletiva de imprensa que o caso configura tentativa de feminicídio e criticou o que classifica como falhas nos protocolos de atendimento à mulher.

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Maria Niuzete foi atacada na madrugada de 7 de março, em frente ao Hotel Ampiezza, na Rua Alferes Ângelo Sampaio. Segundo o boletim de ocorrência, hóspedes chamaram a Polícia Militar ao perceber a agressão.

Advogado critica protocolos de atendimento

Para Bahls, o episódio expõe novamente falhas estruturais no enfrentamento à violência contra a mulher em Curitiba.

“Nós temos esse caso estarrecedor de que, mais uma vez, os protocolos não funcionaram. O atendimento de mulher segue um protocolo, e ele não foi seguido”, criticou, ao defender que o caso fosse encaminhado desde o início à Delegacia da Mulher.

Ele afirma que a ocorrência não poderia ser tratada apenas como lesão corporal.

“Desde o começo, isso foi uma tentativa de homicídio, um feminicídio. A especializada tem mais tino para encarar esse tipo de assunto”, completou.

Defesa fala em tentativa de feminicídio

Segundo o advogado, o conflito começou quando o hóspede teria exigido manter relações sexuais com a funcionária do hotel, o que ela recusou.

“Quando essa mulher disse ‘não’ para esse homem, ele decidiu que ia matá-la. É típico de um caso de feminicídio”, disse.

Bahls afirma que as marcas no corpo da vítima reforçam essa tese.

“As lesões que ela tem no pescoço não deixam dúvida de que ele iria matá-la por asfixia mecânica. Nós não temos dúvida de que se trata de feminicídio e vamos demonstrar isso no inquérito”, declarou.

A defesa informou que Maria Niuzete passará por exame no Instituto Médico-Legal (IML) e será ouvida na Delegacia da Mulher, em data a ser agendada.

‘Ela só não morreu porque lutou muito’, diz Bahls

O advogado também relacionou o caso à proximidade do Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março.

“Às vésperas do Dia da Mulher, nós temos um caso que nos afasta de qualquer comemoração. Um dia da mulher triste, que mostra que precisamos de políticas públicas para que ela não seja apenas mais uma”, avaliou.

O suspeito é o hóspede Jhonatan Reynaldo dos Santos, que, de acordo com o advogado, já passou por audiência de custódia e segue preso.