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Ataque hacker em Curitiba dispara 10 alertas falsos com texto “misantropia”

Governo confirma que mensagens falsas da Defesa Civil chegaram a milhões de celulares; Polícia Federal investiga o caso

Da redação
DA REDAÇÃO

20/06/2026 • 13:29 • Atualizado em 20/06/2026 • 20:36

Resumo

Invasão ao sistema Defesa Civil Alerta ocorreu em Curitiba na noite de sexta-feira (19), disparando dez mensagens falsas com termos como "misantropia" e "invasão alienígena" para milhões de celulares em diferentes regiões do Brasil, segundo o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.

Difusão dos alertas aconteceu por meio de nove mensagens pelo Cell Broadcast, implantado em 2025, e uma pelo antigo sistema de SMS, com atuação rápida da equipe técnica para desativar o acesso inicial, mas envio de novas mensagens mesmo após o bloqueio.

Investigação da Polícia Federal e de especialistas da Defesa Civil busca identificar autoria e origem dos ataques, enquanto o governo promete reforçar a segurança do sistema e utilizar o incidente para corrigir vulnerabilidades e manter a credibilidade da plataforma de alertas.

O sistema Defesa Civil Alerta sofreu uma invasão a partir de Curitiba, por volta das 23h45 de sexta-feira (19), logo após o jogo da seleção brasileira, e disparou dez mensagens falsas para milhões de pessoas entre a noite de sexta e a madrugada deste sábado (20), informou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff.

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Segundo Wolff, nove dos avisos saíram pelo novo mecanismo de difusão por celular, conhecido como Cell Broadcast, implantado em 2025, e um pelo antigo sistema de SMS, utilizado desde 2014 e substituído no ano passado.

"Foram nove mensagens emitidas pelo Cell Broadcast e uma pelo sistema de SMS", afirmou o secretário.

As notificações chegaram acompanhadas de alerta sonoro e de textos que mencionavam termos como "misantropia" e "invasão alienígena", o que levou moradores de diferentes regiões do país a questionar a veracidade das informações durante a madrugada.

Ataques começaram em Curitiba

Em entrevista coletiva na manhã deste sábado (20), Wolff afirmou que os ataques virtuais começaram em Curitiba e que o primeiro alerta partiu do Paraná, mas evitou estimar o total de celulares atingidos, limitando-se a dizer que as falsas mensagens chegaram a "milhões de brasileiros".

"Sabemos que o primeiro alerta partiu do Paraná, mas depois que o acesso foi desativado outras mensagens foram emitidas", declarou o secretário.

O secretário explicou que a atuação da equipe técnica desativou o acesso identificado inicialmente, porém outras mensagens ainda foram emitidas em seguida, o que reforça, na avaliação dele, a necessidade de apurar com precisão a dinâmica da invasão.

PF apura autoria e origem das mensagens

De acordo com Wolff, a Polícia Federal atua em conjunto com especialistas da Defesa Civil para descobrir se um único indivíduo ou um grupo organizado executou o ataque e de que locais partiram as diferentes tentativas de acesso ao sistema.

Ele destacou que, até o momento, o governo não confirma o ponto de origem de todas as mensagens, apesar de já ter identificado a emissão inicial no Paraná, e afirmou que a apuração deverá apontar eventuais falhas de segurança e responsabilidades.

Governo promete reforçar segurança do sistema

Questionado sobre a credibilidade do Defesa Civil Alerta após o episódio, Wolff disse que a área técnica já trabalhava desde o ano passado no reforço da segurança da plataforma e que o incidente será usado para corrigir vulnerabilidades.

Na visão do secretário, o ataque se insere em um cenário mais amplo de crimes cibernéticos contra órgãos públicos.

"Não é a primeira vez que sistemas de órgãos públicos sofrem ataques de hackers cometendo crimes cibernéticos", afirmou, ao criticar o que chamou de "desserviço à nação".

Ele acrescentou que o governo pretende incorporar as lições do caso à rotina do sistema de alertas.

"Temos que considerar o que aconteceu nesse ataque, entender como essas pessoas conseguiram ultrapassar a nossa segurança", concluiu Wolff, ao defender que a plataforma permaneça confiável para avisar a população em situações de desastre real.

Com informações da Agência Brasil

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