Um bebê de aproximadamente dois anos quase foi atropelado ao caminhar sozinho em uma rua do Jardim Maracanã, em Ponta Grossa, na tarde desta terça-feira (24), em episódio registrado em vídeo por um motorista e que levou a Polícia Civil a abrir apurações e, depois, descartar crime de abandono de incapaz.
Motorista evita atropelamento e grava vídeo
O motorista Marco Aurélio trafegava pelo bairro quando flagrou a criança atravessando a via, sem a presença de responsáveis. Ele precisou frear bruscamente para impedir o atropelamento e, em seguida, registrou em vídeo o momento em que o bebê surge repentinamente à frente do carro.
As imagens, que circulam nas redes sociais, mostram o veículo parando a poucos metros da criança. Segundo o condutor, o susto foi grande e a situação representa risco tanto para o bebê quanto para quem dirige em vias residenciais. Moradores relataram que já viram o menor outras vezes sozinho na rua.
Nucria abre diligências após repercussão
Diante da repercussão do vídeo, o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) de Ponta Grossa, comandado pela delegada Ana Paula Cunha Carvalho, iniciou diligências para apurar os fatos e verificar eventual ocorrência de abandono de incapaz, previsto no artigo 133 do Código Penal.
De acordo com a Polícia Civil, a criança estava sob os cuidados da mãe e dos irmãos em uma casa localizada a poucos metros do ponto onde foi flagrada na rua, onde os filhos brincavam no pátio. Em determinado momento, ao perceber que a irmã mais velha havia saído para andar de bicicleta, o menino deixou o imóvel para segui-la, enquanto a mãe se dirigia ao banheiro.
Polícia descarta crime de abandono de incapaz
A corporação concluiu que não houve abandono voluntário. Pelas informações colhidas, a mãe agiu rapidamente para procurar o filho, que se encontrava a menos de 30 metros da residência no momento em que foi visto na via.
Na nota oficial, a Polícia Civil afirma que 'apurou-se, portanto, que não houve conduta dolosa ou culposa por parte da responsável legal no sentido de abandonar, desamparar ou expor deliberadamente o incapaz a situação de risco', classificando o episódio como situação fortuita, decorrente de ação rápida e inesperada da própria criança.
Segundo a Polícia Civil, a responsável legal buscou espontaneamente orientação junto ao Conselho Tutelar assim que tomou conhecimento da circulação das imagens, apresentando-se para prestar esclarecimentos tanto ao órgão quanto ao Nucria.
Com a conclusão de que não se configuraram os elementos necessários para o crime de abandono de incapaz, a corporação decidiu não instaurar inquérito policial. Ninguém se feriu no episódio, que fica como alerta para os cuidados redobrados com crianças em ambientes próximos à circulação de veículos.
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