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Bombeiros do Paraná detectam sinal de vida em prédio na Venezuela

Equipes atuam no sétimo dia de buscas em La Guaira, na reta final da 'janela de resgate' após terremotos que deixaram mais de 2,5 mil mortos.

Bárbara Hammes
BÁRBARA HAMMES

03/07/2026 • 15:12 • Atualizado em 03/07/2026 • 15:21

Bombeiros do Paraná que integram a força-tarefa brasileira na Venezuela detectaram, nesta sexta-feira, sinal de vida sob os escombros de um edifício de oito andares que desabou em La Guaira, região mais atingida pelos terremotos que devastaram o país há pouco mais de uma semana.

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As equipes entraram no sétimo dia de trabalho ininterrupto, na chamada janela de resgate — período de cerca de dez dias após o colapso das estruturas considerado mais favorável para localizar sobreviventes. No cenário de destruição em La Guaira, a operação agora se concentra exclusivamente no prédio onde surgiram os indícios de uma vítima com vida.

Segundo o tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert, líder da missão, o foco está no subsolo do imóvel. 'Nossas equipes detectaram vida no subsolo desse edifício. Já removemos algumas pessoas mortas. Nossas equipes, junto com profissionais do Equador e da Inglaterra, estão aqui, em um trabalho que começou na tarde de ontem. Há pouco conseguimos acessar a área do estacionamento', relatou.

Janela de resgate entra na fase mais crítica

Os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 na escala Richter atingiram a Venezuela em sequência no último dia 24 de junho e foram os mais fortes registrados no país em 100 anos. Até a noite de quinta-feira, o governo local confirmava mais de 2,5 mil mortos, e um levantamento da ONU estimava mais de 26 mil pessoas afetadas.

Logo após a tragédia, o governo federal brasileiro organizou uma força-tarefa para atuar nas buscas e resgates. Militares dos Corpos de Bombeiros do Paraná, São Paulo e Minas Gerais desembarcaram no país na noite de sexta-feira passada e, horas depois, já trabalhavam em campo, com apoio de cães farejadores como Arya e Meghan, da corporação paranaense.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a janela de resgate corresponde, em geral, aos dez primeiros dias após o desabamento, quando há mais chances de encontrar sobreviventes. Nesse período, algumas vítimas podem permanecer vivas em chamados espaços vitais, vazios formados entre elementos da construção onde ainda é possível respirar, mas as chances diminuem a cada dia.

Força-tarefa deve permanecer por até 15 dias

Na avaliação de Greinert, a etapa atual é a mais delicada. 'A maior parte das vítimas superficiais já foi retirada. Neste momento é muito difícil encontrar pessoas com vida, mas estamos nessa corrida, com expectativa de localizar alguém. Até os 10 dias vamos trabalhar com esforço máximo para tirar as pessoas dos escombros e apoiar essa tragédia', afirmou.

A previsão é que a força-tarefa brasileira permaneça na Venezuela por até 15 dias a partir do início da missão. O grupo está instalado em um acampamento montado como base operacional, de onde são planejadas as ações diárias de busca e salvamento nas áreas mais abaladas pelos tremores.