
Carros de luxo apreendidos com traficantes estão com a PM do Paraná
Foto: Arquivo
Um dos carros mais conhecidos da Polícia Militar do Paraná em eventos e ações de aproximação com o público tem um passado ligado ao crime. O Camaro hoje plotado com as marcas da corporação pertencia à influenciadora Camila de Andrade Pires Marodim, de 30 anos, conhecida nacionalmente como “Trafigata”.
O veículo passou para a Polícia Militar após decisão da Justiça, dentro das ações que atingiram o patrimônio da investigada.

Outros carros de luxo do grupo criminoso está de posse da PM do Paraná e são usados em eventos oficiais da corporação.
Camila está presa em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, onde cumpre pena de 8 anos e 5 meses de reclusão por tráfico de drogas. A condenação já transitou em julgado, sem possibilidade de novos recursos. A ordem judicial foi cumprida pela Polícia Civil do Paraná.
Quem é Camila Marodim
Camila ganhou notoriedade após ser apontada como liderança de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas na Região Metropolitana de Curitiba.
Segundo as investigações, o grupo teria mais de 30 integrantes e atuaria também com porte ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
Ela passou a ser associada ao controle do tráfico na cidade após a morte do companheiro, que foi assassinado a tiros em 2021 durante a festa de aniversário de um dos filhos do casal.
Prisões e processos
Camila foi presa pela primeira vez em novembro de 2021, durante operação da Polícia Militar na BR-277. A Justiça decretou prisão preventiva.
Em setembro de 2022, a medida foi convertida em prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, decisão baseada no fato de ela ter três filhos menores de 12 anos e o pai das crianças ter morrido.
Posteriormente, ela voltou ao sistema prisional após ser acusada de descumprir regras do monitoramento eletrônico.
Atentado a tiros
Em janeiro de 2022, Camila foi alvo de um atentado a tiros quando chegava em casa, em Curitiba. O caso foi investigado pela Polícia Civil e gerou novo processo judicial.
Com a condenação definitiva, ela passa a cumprir a pena imposta pela Justiça no sistema prisional, enquanto bens ligados às investigações, como o Camaro, foram incorporados ao poder público após decisão judicial.
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