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Cão comunitário idoso é atropelado e motorista foge em Almirante Tamandaré

Animal cuidado por moradores no Paraná está em estado delicado; vaquinha arrecada recursos para custear tratamento e tentar identificar motorista

Da redação
DA REDAÇÃO

30/01/2026 • 15:18 • Atualizado em 30/01/2026 • 15:18

Cão comunitário idoso é atropelado e motorista foge sem prestar socorro em Almirante Tamandaré

Cão comunitário idoso é atropelado e motorista foge sem prestar socorro em Almirante Tamandaré

Foto: Divulgação

Um cão comunitário idoso foi atropelado na noite de 19 de janeiro de 2026, por volta das 21h14, na Rua Barão do Rio Branco, no Jardim Buenos Aires, bairro Lamenha Grande, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. Após o atropelamento, o motorista deixou o local sem prestar socorro ao animal.

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O cão, que vive na rua mas recebe cuidados constantes de moradores, é conhecido na região e circula pelo entorno do Jardim Buenos Aires. Segundo relatos de quem acompanha o caso, o animal estava na via quando o carro o atingiu e seguiu em frente.

Imagens do atropelamento circulam entre os moradores e, de acordo com os responsáveis pela mobilização, podem ajudar a identificar o veículo envolvido e o motorista que fugiu depois de atingir o cão.

Moradores se unem para salvar o animal

Logo após o atropelamento, moradores do bairro se mobilizaram para socorrer o cão. Eles retiraram o animal da rua e o levaram para atendimento veterinário, a fim de tentar reverter o quadro e aliviar o sofrimento causado pelos ferimentos.

O cão sofreu lesões graves e permanece em estado delicado. Por se tratar de um animal idoso, o acompanhamento precisa ser constante e reforçado, com exames periódicos, medicamentos e avaliações sucessivas, o que torna o tratamento mais complexo e caro.

Moradores que acompanham o dia a dia do animal afirmam que a prioridade é garantir que ele receba todo o cuidado possível neste momento, com foco em bem-estar, conforto e dignidade durante o processo de recuperação.

Vaquinha busca garantir tratamento e dignidade

Diante dos custos altos com consultas, exames e medicamentos, as pessoas que cuidam do cão decidiram organizar uma vaquinha solidária. O objetivo é arrecadar recursos para manter o tratamento veterinário e assegurar que nada falte ao animal.

Quem quiser contribuir com a recuperação do cão pode ajudar por meio de Pix para a chave [email protected] (Nubank). Os organizadores explicam que qualquer valor é bem-vindo e será destinado ao pagamento de despesas veterinárias e demais cuidados necessários.

Além de custear o tratamento, os responsáveis pela campanha destacam que a arrecadação também busca proporcionar conforto ao cão, garantindo que ele tenha uma rotina menos dolorosa durante a reabilitação, mesmo com as limitações da idade avançada.

Imagens podem ajudar a identificar motorista

As pessoas envolvidas na mobilização pedem o apoio da população para divulgar as imagens que registraram o atropelamento. A expectativa é que a circulação desses registros ajude a identificar o motorista que deixou o local sem prestar socorro ao animal.

Informações sobre o caso podem ser repassadas de forma anônima aos responsáveis pela campanha e aos moradores que acompanham a situação. A orientação é que qualquer dado sobre o veículo ou seu condutor seja compartilhado, para que a conduta seja esclarecida.

Para quem cuida do cão, a divulgação das imagens também tem um papel de conscientização, ao expor o risco que animais em situação de rua ou comunitários enfrentam diariamente no trânsito das cidades.

Animais comunitários e responsabilidade no trânsito

Animais comunitários, como esse cão de Lamenha Grande, são aqueles que vivem nas ruas, mas recebem alimentação, abrigo improvisado e cuidados básicos de moradores ou comerciantes da região. Embora não tenham um tutor formal, eles estabelecem vínculos com a vizinhança e passam a fazer parte da rotina do bairro.

Grupos de proteção animal e moradores que adotam esse tipo de cuidado defendem que a presença de animais comunitários exige atenção redobrada no trânsito, especialmente em bairros residenciais, onde cães e gatos circulam com frequência pelas vias.

A legislação brasileira trata maus-tratos contra animais como crime ambiental. Especialistas em direito animal lembram que situações em que um animal é atropelado e não recebe qualquer tipo de socorro podem ser analisadas à luz dessas normas, mesmo quando se trata de um cão sem tutor individualizado.

No caso de Almirante Tamandaré, a mobilização dos moradores mostra a tentativa de minimizar o sofrimento do cão e, ao mesmo tempo, reforça o debate sobre responsabilidade de motoristas e da população em geral com os animais que dividem o espaço urbano com as pessoas.

Para quem vive na região, o episódio serve como alerta sobre a necessidade de reduzir a velocidade em áreas residenciais, ficar atento à presença de animais na pista e, em caso de atropelamento, acionar ajuda e buscar atendimento veterinário, garantindo respeito à vida e ao bem-estar dos bichos.