Band Paraná

Carros elétricos em condomínios desafiam regras de recarga

Em Curitiba, instalação de ponto depende do síndico e de convenção; em São Paulo, morador só precisa comunicar o prédio

PEDRO TALIN - BAND PARANÁ

03/04/2026 • 19:18 • Atualizado em 03/04/2026 • 19:18

Com a expansão dos carros elétricos, moradores de condomínios em Curitiba ainda enfrentam dúvidas sobre como instalar pontos de recarga nas garagens. Hoje, a instalação dos equipamentos depende do síndico e precisa ser aprovada nas regras internas do prédio.

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Economia e meio ambiente motivam compra

A engenheira agrônoma Atena Davet comprou um carro elétrico no fim do ano passado pensando principalmente na redução de custos e no impacto ambiental.

'Com a economia que a gente tem, a gente fala que é um investimento que se paga, ainda mais se a gente falar da alta dos combustíveis e do cuidado com o meio ambiente', afirma.

Com o aumento da oferta de modelos elétricos e híbridos e o encarecimento dos combustíveis, a demanda por estrutura de recarga em prédios residenciais tende a crescer, o que pressiona condomínios a se adaptarem.

Regras em Curitiba e em São Paulo

Uma das principais dúvidas após a compra do veículo é justamente a recarga em condomínios. Em Curitiba, o morador não pode contratar por conta própria a instalação da estação de recarga. O processo passa pelo síndico e precisa de convenção entre os condôminos.

O síndico Ricardo Leinig explica que alguns prédios já se preparam para essa demanda.

'A gente deixou a infraestrutura pronta, e o morador que tiver o carro elétrico entra em contato com a gente e daí pedimos para fazer essa adaptação', relata.

Em São Paulo, a legislação permite que os moradores façam a instalação comunicando o condomínio, sem necessidade de autorização formal em assembleia. Segundo especialistas do setor, esse modelo pode servir de referência para outras cidades, inclusive Curitiba, à medida que cresce a frota eletrificada.

Segurança é prioridade na instalação

Independentemente de quem contrata a empresa responsável pela instalação, a preocupação central é a segurança do sistema elétrico do edifício.

O engenheiro eletricista e de segurança do trabalho Wagner Roberto ressalta que a adequação da infraestrutura precisa seguir normas técnicas.

'Tem que ser feito com um engenheiro habilitado, empresa certificada e equipamentos de segurança', orienta.

Na visão de profissionais da área, projetos bem dimensionados evitam sobrecarga na rede do condomínio e reduzem o risco de acidentes. Eles avaliam ainda que a padronização das regras pode facilitar o acesso dos moradores a veículos menos poluentes e acelerar a transição para uma mobilidade mais sustentável.