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Casal de professores denuncia ataque homofóbico após balada em Curitiba

Vítimas relatam agressões no Centro de Curitiba; polícia investiga motivação e cita indícios de crime de ódio

Marcel Mercúrio
MARCEL MERCÚRIO

21/04/2026 • 08:49 • Atualizado em 21/04/2026 • 08:49

Um casal de professores, um de 33 e outro de 26 anos, um da rede pública e outro da rede privada, relatou ter sido espancado na madrugada desta terça-feira (21) após sair de uma balada no Centro de Curitiba, em um ataque que eles acreditam ter sido motivado por homofobia.

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Segundo o relato, as agressões aconteceram na travessa Nestor de Castro, esquina com a rua Barão do Cerro Azul, já no fim da madrugada. As vítimas disseram que deixavam a casa noturna quando perceberam que um homem as seguia.

Ainda de acordo com o casal, o suspeito se aproximou e pediu um isqueiro. Quando eles responderam que não tinham, o homem passou a agredi-los com socos e chutes. Os dois ficaram machucados e receberam atendimento do Siate no local, mas recusaram encaminhamento ao hospital.

Vítimas falam em homofobia

Eles afirmaram que, no início, imaginaram que se tratava de um assalto, mas logo perceberam que o agressor não tinha intenção de roubar.

'Ele veio batendo na gente, sem querer o celular, sem querer nada', relatou uma das vítimas no Bora Pr.

Para o professor, a motivação foi exclusivamente o preconceito. '

Tá aqui o celular, tá aqui o relógio. Foi tudo por homofobia. Ele estava com uma faquinha, graças a Deus não furou a gente. Não era um morador em situação de rua, era alguém que estava ali simplesmente pra fazer o que ele fez', completou.

O casal também desconfia que o homem frequenta baladas da região para identificar e agredir pessoas LGBT que deixam os estabelecimentos durante a madrugada.

Polícia apura possível crime de ódio

A Polícia Militar atendeu a ocorrência e realizou buscas nas imediações, mas não localizou o suspeito.

'Estavam saindo de uma balada e foram seguidos por um suspeito, foram agredidos. Não dá pra afirmar, mas tudo leva a crer que foi um crime de homofobia', informou em entrevista ao Bora PR.

Segundo a PM, o homem usava um canivete e fez ameaças durante a abordagem. As circunstâncias do ataque e a identificação do agressor ainda serão apuradas pelas autoridades.

No Brasil, desde 2019, decisões do Supremo Tribunal Federal equiparam atos de homofobia e transfobia ao crime de racismo, o que permite punições mais severas em episódios de violência motivados por orientação sexual ou identidade de gênero.

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