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Operação da PCPR prende 33 pessoas ligadas ao Comando Vermelho no Paraná

Investigação começou após tentativa de roubo a banco e ação mira célula da facção no Paraná e cumpre 74 mandados em 16 cidades de quatro estados

4 min

26/05/2026 08:41 • Atualizado há 151 dias

Operação da PCPR prende 33 pessoas ligadas ao Comando Vermelho no Paraná

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, nas primeiras horas desta terça-feira (26), uma operação para cumprir 74 ordens judiciais contra suspeitos ligados ao Comando Vermelho em 16 cidades de quatro estados, com o objetivo de desarticular uma célula da organização criminosa no Paraná.

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Ao todo, os policiais cumpriram 32 mandados de prisão preventiva e 34 de busca e apreensão. Nos endereços, foram localizadas drogas, armas e diversas munições, motivando uma prisão em flagrante.

nas cidades de Curitiba, Colombo, São José dos Pinhais, Fazenda Rio Grande, Paranaguá, Pontal do Paraná, Matinhos, Foz do Iguaçu e Paraíso do Norte (PR); Florianópolis, Itajaí, Navegantes e Balneário Camboriú (SC); Rio de Janeiro (RJ); Vila Velha (ES) e Belém (PA)

Entre os presos, 10 mulheres. Entre elas, duas advogadas e uma zeladora de uma delegacia de Paranaguá. Dessas prisões, sete já estavam presas em presídios.

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Investigação começou após tentativa de roubo a banco

A PCPR informou que a investigação teve início em julho de 2025, após uma tentativa de roubo a banco em Bocaiúva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Na ocasião, as forças de segurança estaduais prenderam 10 pessoas supostamente envolvidas no crime.

Com o grupo, a polícia localizou drogas, armas de grosso calibre e pistolas, além de dinheiro, munições e equipamentos que teriam sido utilizados na ação contra a agência bancária. O material apreendido serviu como ponto de partida para aprofundar a investigação.

Em outubro, a PCPR identificou e prendeu o homem apontado como mentor do crime. Ele estava foragido do sistema penitenciário e foi localizado em Luiz Alves, em Santa Catarina. Segundo a polícia, à época da tentativa de roubo ele ainda estava preso, mas é suspeito de ter planejado a ação criminosa e de ter fornecido armamentos e explosivos.

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Delegado diz que grupo buscava se estruturar no Paraná

Com base nos elementos reunidos durante as diligências, a PCPR concluiu que os investigados pertencem a uma organização criminosa de atuação nacional. Para o delegado Rodrigo Brown, o roubo ao banco tinha como meta financiar a instalação do grupo no estado.

"O objetivo do roubo ao banco era a obtenção de valores para financiar a instalação de uma célula desse grupo no estado do Paraná", afirma o delegado Rodrigo Brown.

Segundo o delegado, o homem apontado como mentor do crime buscava fixar a estrutura da organização criminosa no Paraná. A polícia identificou suspeitos que atuariam em diferentes frentes, como comando e direção, administração financeira e tráfico de drogas.

Conforme a PCPR, levantamentos de inteligência apontaram que o grupo tinha interesse especial no tráfico de entorpecentes, sobretudo no Litoral paranaense. A polícia afirma que a operação desta terça-feira pretende interromper o avanço dessa estrutura e enfraquecer a atuação da facção no estado.

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Kainan Wesley Batista Meira seria o líder da célula no Paraná

A Polícia Civil do Paraná aponta que Kainan Wesley Batista Meira, conhecido como “Monstro”, seria uma das principais lideranças da célula que o Comando Vermelho tentava instalar no Paraná. Ele é citado em um áudio interceptado pela investigação e é apontado como suspeito de envolvimento em diversos homicídios no estado.

A operação também prendeu dois advogados e uma zeladora de uma delegacia no Litoral, suspeita de repassar informações internas para integrantes da facção.

Nota da defesa de uma advogada presa

A defesa da advogada detida, informa que, até o presente momento, não teve acesso integral aos autos da investigação, circunstância que impede qualquer análise técnica aprofundada acerca dos fatos divulgados publicamente.

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Causa estranheza, contudo, que informações, imagens, áudios e supostos elementos investigativos estejam sendo amplamente divulgados à imprensa, considerando que se trata de procedimento que tramita sob sigilo, situação que exige respeito às garantias constitucionais, à legalidade e à preservação da própria investigação.

A defesa ressalta ainda que, juridicamente, a imputação de integração em organização criminosa exige muito mais do que fotografias, diálogos isolados ou contatos eventuais. A Lei nº 12.850/2013 exige a demonstração concreta de vínculo estrutural, estável, permanente e com divisão de tarefas voltadas à prática criminosa, além do dolo específico de integrar organização criminosa.

No atual estágio, qualquer conclusão precipitada baseada em recortes midiáticos ou elementos isolados afronta o princípio constitucional da presunção de inocência e compromete a necessária imparcialidade que deve nortear toda investigação.

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A defesa confia plenamente nas instituições, no Poder Judiciário e no devido processo legal, e reitera que somente após o acesso integral aos autos poderá se manifestar de maneira técnica e responsável sobre os fatos investigados.

Curitiba/PR, 26 de maio de 2026.

Jefferson Nascimento da Silva

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Camila Penso

Mariana Konopacki

Nota da OAB

No âmbito da operação policial deflagrada nesta terça-feira (27), em 15 cidades de quatro estados, contra integrantes do Comando Vermelho, foram cumpridos mandados de prisão em face de uma advogada e de um advogado do Paraná.

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A OAB Paraná acompanhou as diligências e, por meio da Comissão de Prerrogativas, serão apresentados relatórios circunstanciados sobre os atos realizados. A partir da documentação reunida, a Seccional adotará as providências necessárias para análise da abertura dos expedientes disciplinares cabíveis perante o Tribunal de Ética e Disciplina.

Em atualização

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