Kainan Wesley Batista Meira seria líder do CV no Paraná; veja raio-x
Polícia Civil do Paraná aponta estrutura com advogados presos, informante em delegacia e divisão de funções

A Polícia Civil do Paraná afirma que suspeitos ligados ao Comando Vermelho tentavam instalar uma célula da facção no estado. A informação faz parte de uma investigação de alta complexidade que resultou em uma operação deflagrada nas primeiras horas desta terça-feira, 26, em 15 cidades de quatro estados.
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A ação tem como objetivo cumprir 74 ordens judiciais, sendo 40 mandados de prisão preventiva e 34 de busca e apreensão. Entre os alvos estão dois advogados, uma zeladora de uma delegacia no Litoral do Paraná e um homem apontado pela polícia como autor e mandante de diversos homicídios em Curitiba e na Região Metropolitana.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná, a investigação identificou que o grupo buscava criar uma estrutura organizada no estado, com divisão de funções e atuação voltada ao tráfico de drogas, especialmente no Litoral.
Áudio interceptado cita suspeito conhecido como “Monstro”
Um áudio interceptado pela investigação aponta que Kainan Wesley Batista Meira, conhecido como “Monstro”, seria o responsável por uma das funções mais violentas da facção no Paraná.
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Na gravação, segundo a investigação, uma pessoa afirma: “Quem vai ficar responsável pelo rigor do Comando Vermelho no Paraná é o Monstro”.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná, Kainan Wesley Batista Meira é procurado por diversos homicídios no estado. A investigação aponta que ele teria papel de destaque na estrutura que o grupo tentava implantar.
Estrutura tinha funções definidas, diz delegado
Em entrevista exclusiva ao Bora Paraná, o delegado Rodrigo Brown, do Centro de Operações Policiais Especiais, afirmou que a investigação mapeou a atuação do grupo.
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“Uma investigação de alta complexidade. Esse pessoal que participou de um roubo a banco no Paraná estava querendo implantar uma célula do Comando Vermelho no Paraná”, afirmou o delegado Rodrigo Brown.
Segundo a Polícia Civil do Paraná, a estrutura já contava com divisão de funções, como presidente, vice-presidente e tesoureiro. A investigação também identificou suspeitos ligados à administração financeira, ao comando da organização e ao tráfico de drogas.
Zeladora de delegacia é presa no Litoral
Uma zeladora de uma delegacia no Litoral do Paraná foi presa durante a operação. De acordo com a Polícia Civil do Paraná, ela é suspeita de repassar informações internas para integrantes da organização criminosa.
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A investigação aponta que a mulher ouvia informações dentro da unidade policial e repassava dados aos criminosos. Ela também é suspeita de ter acesso a documentos e papéis importantes, que seriam entregues ao grupo investigado.
Dois advogados também foram presos
A Polícia Civil do Paraná informou que dois advogados foram presos durante a operação. Um dos alvos, segundo a investigação, já esteve no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, área historicamente associada à atuação do Comando Vermelho.
A participação dos advogados é investigada pela Polícia Civil do Paraná. A corporação não detalhou, até o momento, qual seria a função exata de cada um deles dentro da estrutura apurada.
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Operação segue em andamento
De acordo com a Polícia Civil do Paraná, a operação desta terça-feira busca interromper o avanço da estrutura criminosa e enfraquecer a atuação da facção no estado.
A corporação afirma que as diligências continuam em andamento. Novas informações podem ser divulgadas ao longo do dia.
