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Conselho de Ética adia relatoria das representações contra Renato Freitas

Reunião extraordinária analisou oito pedidos de cassação e PT saiu em defesa do deputado, que passou por cirurgia

Da redação com João Marcelo | Band Paraná
DA REDAÇÃO COM JOÃO MARCELO | BAND PARANÁ

24/11/2025 • 17:25 • Atualizado em 24/11/2025 • 17:25

Conselho de Ética adia escolha de relator no caso Renato Freitas

Conselho de Ética adia escolha de relator no caso Renato Freitas

Foto: Reprodução

O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná adiou para terça-feira, 25 de novembro, a escolha do relator das representações contra o deputado Renato Freitas, do PT. A reunião extraordinária foi convocada pelo presidente do colegiado, delegado Jacovós, para analisar oito pedidos de cassação por quebra de decoro.

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Adiamento foi necessário para cumprir o regimento

Segundo o Conselho de Ética, o adiamento ocorre para cumprir o regimento interno, que determina que a pauta precisa ser publicada no site da Casa com pelo menos 24 horas de antecedência. O presidente explicou que a definição do relator ocorrerá na próxima reunião.

Deputados do PT defendem Renato Freitas

O encontro ocorreu após o episódio envolvendo o deputado em uma confusão registrada na semana passada. Renato Freitas não compareceu, pois passou por um procedimento cirúrgico, segundo sua assessoria.

Na tribuna, os deputados Professor Lemos e Arilson Chiorato manifestaram apoio ao colega e criticaram o que classificaram como oportunismo político. Eles afirmaram que o caso precisa ser discutido com isenção e responsabilidade.

Histórico e possíveis consequências

Em 2022, quando era vereador, Renato Freitas chegou a ter o mandato cassado pela Câmara Municipal de Curitiba após uma manifestação em uma igreja. A decisão foi posteriormente derrubada pelo Supremo Tribunal Federal. No mesmo ano, ele foi eleito deputado estadual com quase 58 mil votos.

As representações protocoladas na Alep pedem a cassação do mandato. Pela Constituição, parlamentares cassados ficam inelegíveis por oito anos. O novo Código de Ética da Assembleia prevê punições que vão de advertência verbal até perda do mandato. A previsão é de que o processo seja concluído em março de 2026

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