
Entenda a tarifa de energia da Copel
Foto: Band Paraná
Você abriu a conta de luz e encontrou dois valores relacionados à energia: um pelo consumo e outro pelo uso do sistema. Mas isso significa que a Copel está cobrando duas vezes pela mesma coisa?
Não. Os valores representam partes diferentes do serviço de fornecimento de energia elétrica.
A conta é formada principalmente pela Tarifa de Energia, chamada de TE, e pela Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição, conhecida como TUSD. A Band Paraná explica, de forma simples, o que significa cada uma.
O que é a tarifa de energia?
A Tarifa de Energia representa, principalmente, o custo da energia elétrica produzida pelas usinas e utilizada pelo consumidor.
Na prática, é a parcela relacionada à eletricidade que você consumiu dentro de casa, no comércio ou na empresa.
Quanto maior o consumo de energia, maior tende a ser essa parcela da conta.
E o que é o “uso do sistema”?
É aqui que costuma surgir a maior dúvida.
A Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição não representa uma segunda cobrança pela mesma energia. Ela é o valor referente à estrutura necessária para levar a eletricidade até o consumidor.
Nesse custo entram, por exemplo, linhas de transmissão e distribuição, postes, cabos, transformadores e manutenção da rede elétrica.
A TUSD também inclui perdas que acontecem no sistema e outros encargos previstos na regulamentação do setor elétrico, entre eles custos relacionados a subsídios tarifários.
Uso da rede pode custar mais que a própria energia?
Sim.
Por reunir diferentes custos necessários para fazer a energia chegar até o imóvel, a parcela de uso do sistema pode aparecer na conta com valor superior ao da própria energia consumida.
Isso não significa, por si só, que exista erro na fatura.
A conta considera tanto o custo de produzir ou comprar a energia quanto o custo de manter toda a estrutura necessária para entregar essa eletricidade ao consumidor.
Todo consumidor paga da mesma forma?
Não. Os valores variam conforme o tipo de consumidor e a categoria tarifária.
Residências fazem parte, normalmente, do chamado Grupo B, de baixa tensão. Dentro dele, a categoria B1 corresponde aos consumidores residenciais.
Também fazem parte do Grupo B propriedades rurais, pequenos comércios, serviços, pequenas indústrias e iluminação pública, cada um dentro de sua classificação.
Já o Grupo A reúne consumidores atendidos em média ou alta tensão, como grandes indústrias, hospitais, shopping centers e estabelecimentos com maior demanda de energia.
Quem define essas tarifas?
Segundo as informações repassadas pela Copel, os componentes que formam as tarifas de energia são definidos e regulamentados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Os valores também podem mudar conforme reajustes tarifários e a categoria de cada consumidor.
Por isso, quando a conta chegar, vale observar separadamente as linhas referentes à energia consumida e ao uso do sistema. As duas fazem parte da composição da tarifa de energia elétrica, mas correspondem a custos diferentes.
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