
A Aneel aprovou alta média de 20,51% nas tarifas; transmissão, compra de energia e encargos ajudam a explicar o aumento.
Foto: Divulgação
A conta de luz do paranaense já está mais cara. O toque de realidade começou aparecer nos vencimentos de agosto para boa parte de consumidores que procuraram o site Band Paraná. Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou uma Revisão Tarifária Periódica com efeito médio de 20,51% nas tarifas da Copel Distribuição. Os novos valores entraram em vigor em 24 de junho de 2026 e atingem consumidores atendidos pela distribuidora no Paraná.
Quanto cada grupo vai pagar a mais
O índice médio de 20,51% varia conforme o perfil do consumidor.
Para os consumidores residenciais, classificados como B1, o aumento ficou em 20%. Entre os consumidores cativos de baixa tensão, grupo que inclui residências, pequenos comércios e propriedades rurais, o efeito médio ficou em 19,85%.
Já para consumidores cativos de alta tensão, como grandes empresas e unidades com maior demanda de energia, o aumento médio chegou a 21,87%.
As novas tarifas permanecem em vigor até 23 de junho de 2027 e estão previstas na Resolução Homologatória nº 3.592/2026 da Aneel.
Na prática, o impacto final em cada conta depende do consumo de energia, da categoria do cliente e de outros componentes presentes na fatura.
Por que a conta de luz ficou mais cara
Segundo a Aneel, o aumento está relacionado à atualização de diferentes custos que fazem parte da tarifa de energia elétrica.
Entre os principais fatores estão os gastos com a compra de energia, os custos de transmissão, os encargos setoriais e componentes financeiros acumulados no período anterior.
Os custos de transmissão correspondem ao uso da estrutura responsável por transportar a energia das usinas até as redes de distribuição. Já os encargos setoriais financiam diferentes políticas e obrigações previstas para o setor elétrico.
Também entram no cálculo os custos necessários para operação, manutenção e investimentos na rede de distribuição.
Aumento poderia ter sido ainda maior
O impacto nas tarifas poderia ter sido superior aos 20,51% aprovados pela Aneel.
Durante o processo tarifário, parte dos valores foi postergada para reduzir o impacto imediato sobre os consumidores. Sem esse mecanismo, o aumento médio poderia se aproximar de 29%.
O diferimento funciona como uma forma de distribuir parte dos custos ao longo do tempo, evitando que todo o valor seja repassado de uma única vez à tarifa.
Nem todo o valor da conta fica com a Copel
A conta de luz reúne diferentes componentes.
Uma parte da tarifa remunera o serviço de distribuição, responsável pela operação e manutenção da rede que leva a energia até casas, empresas e estabelecimentos.
Outras parcelas são destinadas à compra da energia produzida pelas usinas, ao sistema de transmissão e aos encargos do setor elétrico.
A fatura também pode incluir tributos e outros valores, como a contribuição para iluminação pública, dependendo do município.
Por isso, o valor pago pelo consumidor não corresponde apenas ao custo da energia efetivamente consumida.
Revisão tarifária é diferente de reajuste anual
O processo realizado em 2026 foi uma Revisão Tarifária Periódica da Copel Distribuição.
Nesse tipo de processo, a Aneel faz uma análise mais ampla dos custos da concessionária, da eficiência da operação, dos investimentos e da remuneração da atividade de distribuição.
Nos anos em que não ocorre uma revisão periódica, as tarifas passam pelo Reajuste Tarifário Anual, que atualiza os valores principalmente de acordo com a variação dos custos do setor elétrico.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

