A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou nesta terça-feira (24) o reajuste tarifário anual da Copel, que eleva em média 20,51% as contas de luz dos consumidores atendidos pela distribuidora no Paraná a partir desta quarta-feira.
Reajuste atinge mais de 5 milhões de unidades
Com sede em Curitiba, a Copel é responsável pelo fornecimento de energia elétrica a cerca de 5,32 milhões de unidades consumidoras, entre residências, comércios e indústrias. Todas elas terão a fatura impactada pelo efeito médio de 20,51% aprovado pela diretoria da agência reguladora.
O reajuste decorre da revisão tarifária anual, processo que reavalia custos de compra de energia, transmissão, encargos setoriais e investimentos feitos pela distribuidora. A decisão integra o calendário de atualização das tarifas das concessionárias em todo o país.
Índice acima da proposta preliminar
O percentual homologado ficou acima da proposta apresentada em abril pela área técnica da ANEEL, que sugeria um efeito médio de 19,20% para os consumidores da Copel. A diretoria, porém, aprovou um índice maior após concluir a análise dos dados enviados pela empresa e dos componentes financeiros do setor elétrico.
O chamado efeito médio é uma referência global, calculada sobre todos os grupos de consumo. Na prática, o reajuste aplicado às contas pode variar conforme o perfil de uso e a classe tarifária de cada cliente.
Segundo maior aumento do ano
Este é o segundo maior reajuste tarifário aprovado pela ANEEL em 2026. Apenas a Roraima Energia registrou alta superior, com aumento médio acima de 24% homologado em janeiro.
Com a decisão sobre a Copel, chega a 19 o número de distribuidoras de energia que já tiveram reajustes tarifários aprovados pela agência neste ano. O movimento reforça o ciclo de recomposição das receitas das empresas do setor elétrico.
Impacto nas contas dos paranaenses
Para os consumidores do Paraná, o efeito imediato do reajuste será a conta de luz mais cara. Quem mantiver o mesmo nível de consumo deverá ver a fatura subir em proporção próxima ao percentual médio divulgado pela ANEEL.
Com a alta, consumidores e empresas terão de preparar o orçamento para acomodar a despesa adicional com energia elétrica, em um cenário de maior pressão sobre o custo de serviços públicos.
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