Resumo
A convenção do Partido Liberal (PL) oficializou a candidatura de Sergio Moro ao governo do Paraná, Filipe Barros ao Senado e indicou Deltan Dallagnol para disputar a segunda vaga ao Senado, em aliança com Podemos e NOVO, com foco no combate à corrupção e reaproximação com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O discurso de Sergio Moro destacou críticas ao presidente Lula, menção a casos de corrupção no INSS, defesa de sua atuação como juiz da Operação Lava Jato e intenção de transformar o Paraná em referência de liberdade e proteção contra instabilidades políticas vindas de Brasília.
As manifestações de Filipe Barros incluíram defesa do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, enquanto Deltan Dallagnol criticou Lula, denunciou abusos judiciais, afirmou estar apto à candidatura e incentivou manifestações contra o ministro Alexandre de Moraes.
O Partido Liberal (PL) oficializou neste sábado (1º) a candidatura do senador Sergio Moro ao governo do Paraná nas eleições de outubro. A convenção também confirmou o deputado federal Filipe Barros (PL) e o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo) na disputa por duas vagas ao Senado, em aliança com o Podemos.
Além de confirmar Moro ao governo estadual, o PL lançou Filipe Barros como candidato a uma das vagas de senador e apontou o ex-procurador da Operação Lava Jato Deltan Dallagnol, filiado ao Novo, para disputar a segunda vaga ao Senado pela chapa.
Os três partidos – PL, Podemos e Novo– formalizaram a aliança em torno de um palanque único, que tem como eixo o discurso de combate à corrupção e a retomada da aproximação com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Moro mira Lula e cita caso no INSS
Em seu discurso, Sergio Moro direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, citou um caso de corrupção no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro, do PL.
O candidato também apostou na própria trajetória como juiz federal para reforçar a candidatura e associou a imagem à Operação Lava Jato, da qual foi responsável.
"Eu sou o juiz da Lava Jato. Eu sou o juiz que comandou a maior operação da história do Brasil contra a corrupção", afirmou Moro, ao se apresentar à militância.
Candidato minimiza aliança PSD-MDB
Ao comentar a aliança firmada entre PSD e MDB, que anunciaram o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca como vice na chapa de Sandro Alex, candidato escolhido por Ratinho Junior, Moro afirmou que não se preocupa com os adversários.
Para ele, o objetivo é transformar o Paraná em uma fortaleza das liberdades, proteger o estado das tempestades políticas em Brasília e buscar a excelência que, segundo o candidato, a população paranaense merece.
"Eu acompanhei o presidente Jair Bolsonaro naqueles debates. Então desde então nós iniciamos uma reaproximação e agora estamos unidos neste projeto maior. Primeiro, colocar o Paraná como a nossa fortaleza das nossas liberdades, proteger destas tempestades que estão se formando em Brasília e buscar aquela excelência que o paranaense merece", declarou Moro.
Filipe Barros defende impeachment de ministros do STF
Na convenção, o deputado federal Filipe Barros afirmou apoiar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), mantendo o tom crítico em relação ao Judiciário.
Deltan critica Lula e diz estar apto a disputar
Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato e candidato ao Senado pelo Novo na coligação, subiu o tom contra Lula, falou em abusos judiciais e pediu um grito de guerra contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Ele também afirmou estar elegível para a disputa e usou sua fala para rebater questionamentos sobre sua situação jurídica.
"Todas as reclamações disciplinares contra mim elas foram arquivadas, estão prescritas, ou seja, nenhuma tem qualquer tipo de viabilidade", disse Deltan.
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