
Cinco ingressaram no curso de Medicina em universidades estaduais, entre elas a UEL, a UEM e a UEPG.
Foto: PCPR
A Polícia Civil do Paraná investiga uma suspeita de fraude na Prova Paraná Mais 2025, avaliação usada como critério de acesso a universidades estaduais, e cumpriu mandados de busca e apreensão em quatro cidades do Estado após a Secretaria de Estado da Educação identificar um padrão atípico de respostas em um colégio de Tapejara.
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Segundo a corporação, a operação teve como alvo oito pessoas em Tapejara, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. Sete são estudantes e um atuava como fiscal de prova.
De acordo com a delegada Taís Mendonça de Melo, os alunos ouvidos confirmaram o uso irregular do telefone durante o exame.
"Tivemos oito alvos nos cumprimentos das buscas, sete eram alunos e o outro seria fiscal da prova e, após o cumprimento dos mandados, os alunos já foram ouvidos e relataram que utilizaram o celular na hora da prova", explicou.
Alunos podem responder por fraude em certame público
A delegada afirma que, neste momento, a suspeita é de que a iniciativa de burlar a avaliação tenha partido dos próprios estudantes.
"A princípio, partiu deles essa conduta, mas tudo isso ainda está sendo apurado", disse.
Taís Mendonça de Melo destaca que os maiores de idade investigados podem responder por fraude em certames de interesse público e por corrupção de menores, devido à presença de adolescentes entre os envolvidos. "Os adolescentes respondem a um ato infracional análogo a esse crime", completou.
Seed diz que fraude é caso isolado entre 70 mil alunos
O diretor de Educação da Seed, Anderfabio Santos, afirma que a secretaria identificou a irregularidade ao cruzar o desempenho dos estudantes com o histórico da rede.
"Identificou-se um padrão consistente de resposta em um colégio estadual de Tapejara. Através de análises estatísticas e de cruzamentos de respostas, e com um banco de dados muito grande sobre os padrões de aprendizagem dos nossos estudantes, constatou-se uma semelhança atípica e excepcional nas respostas", relatou.
Para Santos, o episódio não compromete o programa. Ele ressalta que se trata de uma situação pontual.
"É um caso isolado, uma situação excepcional no universo da participação de 70 mil estudantes, em que esses estudantes serão retirados do programa, para que a gente consiga direcionar as vagas a quem de direito", afirmou.
Entenda a Prova Paraná Mais e o impacto da investigação
A Prova Paraná Mais é uma extensão da Prova Paraná, avaliação aplicada anualmente na rede estadual para medir o desempenho dos alunos do ensino fundamental e médio. Pelo Decreto nº 5.835/24, os resultados da prova para o 3º ano do ensino médio passam a ser um dos critérios de ingresso nas sete universidades estaduais, ao lado do vestibular e de outros processos seletivos.
A previsão do governo é reservar 20% das vagas nos cursos da Unespar, UEL, UEM, UEPG, Unicentro, Unioeste e UENP a estudantes que cursarem todo o ensino médio na rede pública e participarem da avaliação. A intenção, segundo o Executivo estadual, é diversificar as formas de acesso ao ensino superior, estimular a aprendizagem e reduzir a evasão escolar.
Enquanto a investigação da Polícia Civil continua, cabe às universidades regulamentar a adesão à Prova Paraná Mais. A Seed e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior trabalham em um sistema automatizado para disponibilizar às instituições os resultados da avaliação de forma segura.
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