A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu quatro suspeitos durante uma operação deflagrada nesta segunda-feira em Curitiba e na Região Metropolitana para apurar a atuação de um grupo investigado por furtos, roubos, adulteração e receptação de motocicletas.
Mandados de prisão e busca
Segundo a PCPR, a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos cumpriu 11 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. As diligências ocorreram na capital e em cidades da Região Metropolitana, com foco em Pinhais e São José dos Pinhais.
As investigações apontam que o grupo praticava furtos e roubos de motocicletas, adulterava sinais identificadores dos veículos e receptava os bens. De acordo com a apuração, os suspeitos utilizavam peças e caracteres de placas de motos diferentes para criar novas identificações, com o objetivo de dificultar a fiscalização e a identificação dos veículos.
A polícia também atribui ao grupo um roubo com emprego de arma de fogo em São José dos Pinhais, além de furtos registrados em Curitiba e em outros municípios da Região Metropolitana. As ocorrências analisadas se concentram em registros feitos em abril de 2026.
Conforme relata a delegada da PCPR Grazieli Schmitz, a investigação começou após a identificação de uma motocicleta com sinais de adulteração. A partir desse caso, os policiais reuniram elementos que permitiram relacionar diferentes registros e chegar aos suspeitos.
Como agia o grupo, segundo a polícia
De acordo com a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, o grupo atuava principalmente em municípios da Região Metropolitana, repetindo a mesma dinâmica criminosa em diferentes pontos urbanos. A PCPR destaca que a rapidez das ações dificultava a reação das vítimas e a chegada de equipes de patrulhamento.
Conforme a investigação, os crimes ocorriam em dupla. Os suspeitos chegavam em uma motocicleta, um permanecia na condução e o outro descia, estourava o miolo da ignição da moto-alvo e deixava o local rapidamente com o veículo furtado.
Na avaliação dos investigadores, essa estratégia permitia que o grupo levasse a motocicleta em poucos segundos, reduzindo a exposição e dificultando a identificação imediata dos autores por moradores e comerciantes da região.
A PCPR reforça que, após os furtos e roubos, o grupo adulterava placas e demais sinais identificadores para tentar impedir o rastreamento dos veículos e a ligação dos crimes a uma mesma quadrilha.
Cão avança contra investigadores
No bairro Hauer, em Curitiba, durante o cumprimento de um dos mandados de prisão, um cachorro da raça pit bull, pertencente a um dos suspeitos, avançou contra a equipe policial, o que gerou tensão no momento da abordagem.
Para conter o animal e restabelecer a segurança, um dos investigadores disparou no chão, segundo relato da PCPR. Ninguém ficou ferido, e o cumprimento do mandado prosseguiu após o controle da situação.
Câmeras e próximos passos da apuração
Durante a investigação, a Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos utilizou imagens de câmeras de segurança para reforçar os indícios sobre a atuação do grupo na capital e na Região Metropolitana. As gravações ajudaram a confirmar o padrão de ação e a participação dos suspeitos nos crimes.
Na visão da delegada Grazieli Schmitz, as buscas em endereços ligados aos investigados foram fundamentais para localizar materiais relacionados aos delitos em apuração e consolidar as provas coletadas nas etapas anteriores da investigação.
Os quatro presos foram encaminhados para os procedimentos de polícia judiciária e permanecem à disposição da Justiça. A PCPR segue com as investigações para identificar outros envolvidos e detalhar a participação de cada integrante do grupo, além de apurar possíveis novos crimes atribuídos à mesma organização.
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